O Presidente francês, Emmanuel Macron, acusou esta segunda-feira a Turquia de ter “responsabilidade histórica e criminal” no conflito da Líbia, como um país que “afirma ser membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO)”.

“Estamos num momento de clarificação indispensável da política turca na Líbia, que para nós é inaceitável”, declarou Macron, durante uma conferência de imprensa com a chanceler alemã, Angela Merkel, no final de uma reunião bilateral.

Na Líbia, palco de uma guerra civil desde 2011, o “principal interveniente exterior é a Turquia”, apontou o Presidente francês.

A Turquia, presidida por Recep Tayyip Erdogan, “não respeita nenhum dos seus compromissos da conferência de Berlim (organizada em janeiro), aumentou a presença militar na Líbia e reimportou, massivamente, combatentes jihadistas a partir da Síria”, criticou Macron.

“É a responsabilidade histórica e criminal da Turquia, que diz ser membro da NATO”, acrescentou.

O Presidente francês já tinha acusado Ancara, a 22 de junho, de estar a fazer um “jogo perigoso” na Líbia, sobre o qual disse que era uma nova demonstração da “morte cerebral” da NATO.

A Turquia tornou-se no principal apoio internacional do Governo de Acordo Nacional (GAN) de Tripoli, que no início de junho recuperou o controlo de todo o noroeste da Líbia, reduzindo a zona de influência das forças do marechal Khalifa Haftar, o homem forte do leste do país.

O Presidente francês disse também que deseja mudar a “falsa ideia”, negando um alegado apoio francês ao marechal Haftar, mas que o seu país trabalha para uma solução de paz “duradoura”.