Que os veículos do futuro vão ser eléctricos ninguém duvida, mas não têm de necessariamente ser movidos a energia armazenada em baterias. A alternativa é a produção de energia a bordo, através das células de combustível a hidrogénio, vulgarmente conhecidas como fuel cell, que geram a electricidade destinada a alimentar o motor. A Toyota aposta nesta solução desde há muito, outras marcas tentaram mas abandonaram ao deixar de acreditar na alternativa (Audi, VW, Mercedes), sendo a Hyundai o outro fabricante que continua fiel ao princípio e a produzir modelos com esta tecnologia.

Os japoneses da Toyota, para criarem uma base de apoio maior, resolveram partilhar com o mundo a tecnologia das suas células da primeira geração, na fase em que se preparam para introduzir as da segunda, o que torna mais fácil a entrada nas fuel cell dos construtores que nunca nelas investiram, ao beneficiarem de anos de desenvolvimento gratuito.

Além de outros fabricantes concorrentes, também países optaram por aproveitar a oportunidade e um deles foi o Reino Unido, que estabeleceu um plano de ajuda, no valor de 73,5 milhões de libras, para os fabricantes que quisessem apostar em novos projectos para reduzir as emissões. A Jaguar Land Rover (JLR) respondeu à chamada, ela que nunca revelou a mínima tendência para este tipo de solução. Mas tudo indica que, desta vez, é que é.

Segundo declarações à AutoExpress, a JLR juntou-se à Marelli Automotive Systems, à Delta Motorsport e à UKBIC para desenvolver o projecto Zeus, financiado pelo Governo inglês. A fase ainda é embrionária, para a JLR, pelo que não está definido que modelo irá usufruir das células de combustível a hidrogénio como alternativa aos eléctricos a bateria. Sendo que o único veículo eléctrico actualmente disponível no grupo britânico é o Jaguar I-Pace e é sempre mais fácil montar a fuel cell num modelo eléctrico onde antes esteve uma bateria de grandes dimensões.

As células de combustível a hidrogénio podem não ser tão eficientes sob o ponto de vista energético quanto a alimentação por bateria, mas têm a vantagem (pelo menos, actualmente) na rapidez de recarga de hidrogénio, cujo abastecimento tarda tanto quando atestar de gasóleo ou gasolina, fornecendo autonomias similares.