Cinco jornadas, 15 pontos, menos de um mês. Esta é a fórmula para as contas do título e para a reta final de uma temporada que durou mais três meses do que o normal. Durante o próximo mês, ao longo de cinco jogos, FC Porto e Benfica têm a oportunidade de conquistar um máximo de 15 pontos e partem para essa fase decisiva separados por outros seis. O que significa que os dragões só precisam de três vitórias para reconquistar a Primeira Liga, independentemente daquilo que os encarnados façam.

A equipa que fez 36 quilómetros para sair com a Chancel(a) da reconquista (a crónica do P. Ferreira-FC Porto)

Até ao fim, o calendário da equipa de Sérgio Conceição é teoricamente mais simples do que o dos encarnados. O FC Porto recebe o Belenenses SAD na próxima jornada, desloca-se a Tondela, joga no Dragão com o Sporting, encontra o Moreirense e termina a época na Pedreira, contra o Sp. Braga; já o Benfica enfrenta em casa o Boavista já no fim de semana, naquele que deverá ser o primeiro jogo dos encarnados sem Bruno Lage no comando, visita Famalicão, recebe o V. Guimarães, vai à Vila das Aves e acaba o Campeonato na Luz, contra o Sporting. Ou seja, e resumindo, os dragões encontram os leões, um candidato às competições europeias (Sp. Braga) e duas equipas ainda perto da zona de despromoção (Tondela e Belenenses SAD), enquanto que o Benfica enfrenta também a equipa de Rúben Amorim, dois candidatos à Europa (Famalicão e V. Guimarães) e um conjunto a meio da tabela (Boavista).

Apesar da vitória em Paços de Ferreira, o FC Porto registou o jogo com menos remates na Liga nesta temporada — apenas cinco, numa décalage assinalável para a média superior a 15 no resto da época. Num encontro em que o resultado era necessariamente mais importante do que a exibição, os dragões terminaram com metade dos remates do P. Ferreira mas conseguiram carimbar a quarta partida consecutiva sem sofrer golos, o melhor registo da temporada neste particular.

Na flash interview, Sérgio Conceição garantiu que não tinha “nada a dizer” sobre a entrega ao jogo dos jogadores. “Foi um jogo difícil perante um bom adversário. O Paços está muito bem organizado, tem jogadores interessantes e ainda luta pelos seus objetivos. Sabíamos que não ia ser fácil”, explicou o treinador, que sublinhou precisamente a importância dos quatro jogos sem sofrer golos mas reconheceu que falou “algo no processo ofensivo”. “Podíamos, por vezes, ter tido mais posse de bola, mais qualidade, mas o que fica é certamente a vitória e os importantes três pontos. Quero dar os parabéns aos jogadores”, acrescentou Conceição.

“Sinto que continuamos a trabalhar. Se perguntar se estou feliz, não estou. Queria jogar melhor, marcar mais golos e chegar mais vezes à baliza adversária, mas não é fácil. As equipas estão a jogar cada vez melhor. A nossa vontade é sempre ganhar e fazer bons espetáculos, mas por vezes não dá. O que me preocupa agora é o jogo com o Belenenses [SAD]”, garantiu o técnico, questionado sobre os seis pontos de vantagem na liderança da classificação. Sérgio Conceição respondeu ainda a uma questão sobre a saída de Bruno Lage do comando técnico do Benfica, afirmando não ter “nada a comentar” por ter sido “apanhado de surpresa” pela notícia.

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