O primeiro-ministro timorense disse esta terça-feira que Timor-Leste não deve “cantar vitória” apesar de estar atualmente sem casos ativos da Covid-19 e que é importante continuar vigilante e cumprir as regras das autoridades de saúde.

“Não é tempo de cantar vitória. Enquanto não houver cura ou vacina, temos de continuar vigilantes”, afirmou Taur Matan Ruak. “Temos de continuar a esperar o melhor, mas a preparar-nos para o pior e não se pode cantar vitória antes do tempo”, afirmou.

Taur Matan Ruak falava na cerimónia de transferência para o Ministério da Saúde timorense das competências de coordenação do Centro Integrado de Gestão de Crise (CIGC), criado para gerir a resposta à pandemia da Covid-19 durante o estado de emergência, que terminou na sexta-feira. Este encontro devolve ao Ministério da Saúde a responsabilidade da resposta à Covid, especialmente no que toca aos preparativos do sistema de saúde.

Taur Matan Ruak disse que apesar do CICG e da Sala de Situação serem desmantelados, o governo estará preparado para as reativar a qualquer momento, caso a situação assim o exija. “Caso seja necessário, tomaremos as decisões drásticas para responder. Este é um combate coletivo”, afirmou, deixando um apelo à cidadania para que continue a cumprir as instruções das autoridades de saúde.

Aos jornalistas, Taur Matan Ruak defendeu a decisão de decretar o estado de emergência durante três meses, notando que medidas idênticas foram tomadas noutros países e que Timor-Leste a voltará a adotar se necessário. “Em caso de haver necessidade voltaremos ao estado de emergência sem hesitação,: com um único objetivo, que é salvar vidas. Fareemos o que for necessário para estar mais aptos a responder”, afirmou.

Sobre as fronteiras, Taur Matan Ruak disse que “a vigilância vai continuar”, especialmente porque os países vizinhos continuam a ter casos, mas que o Governo quer equilibrar isso com a necessidade de reativar a economia. “Vamos tentar ver a forma para não fechar totalmente o país porque temos de pensar no desenvolvimento económico, na criação de emprego e na normalização da economia. E temos que ter isso em conta”, disse.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 502 mil mortos e infetou mais de 10,20 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.