A REDE — Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea alertou para o impacto da crise gerada pela pandemia de Covid-19, que dificulta o processo de candidatura ao programa de apoio a projetos da DGArtes, cujo prazo termina esta quinta-feira.

Em comunicado, aquela associação salientou que, devido à incerteza do momento e do futuro próximo devido à Covid-19, “existem enormes dificuldades por parte dos criadores em conseguir cartas de compromisso dos potenciais parceiros, face às circunstâncias impostas pela pandemia e aos reagendamentos massivos para a temporada 2020/21”.

Esta situação pode conduzir a uma autoexclusão dos candidatos que não conseguem defender as suas candidaturas, como em anos anteriores, e produzir uma desigualdade de acesso ao apoio entre artistas já estabelecidos e artistas emergentes”, destaca a REDE, que prevê que, depois de várias estruturas terem ficado de fora dos últimos concursos bienais, o número de candidaturas ao programa de apoio a projetos vá subir.

Assim, para a REDE, “os critérios de avaliação destes concursos deveriam ter considerado uma redução do peso do item da Viabilidade, item que está, aliás, estruturalmente sobredimensionado para um concurso de Apoio a projetos”.

“Reiteramos por estes motivos a necessidade de avançar com a anunciada revisão do modelo de apoio à artes, compromisso que a Sr.ª Ministra da Cultura havia estabelecido em janeiro e sobre o qual não temos nenhuma notícia”, lembram.

No mesmo texto, a REDE sublinha ainda que “a verba diminuta prevista para apoio, considerando o crescimento do setor, a quantidade de áreas a concurso e o território abrangido, fatores que compete à DGArtes e ao Ministério da Cultura sinalizar e considerar nos avisos de abertura de cada ano de forma adequada”.

O programa de apoio a projetos (nos domínios de criação e edição, de programação e desenvolvimento de públicos, e de internacionalização) da Direção-Geral das Artes (DGArtes) abriu em maio, tendo esta quarta-feira como final de prazo de candidatura.

O montante total dos três domínios — em todas as áreas artísticas – é de 2,8 milhões de euros, uma subida de 780 mil euros face ao ano anterior.