A GNR e a Polícia Municipal de Mafra vão reforçar a fiscalização para punir comportamentos que infringem as orientações da Direção-Geral da Saúde para o combate à Covid-19, decidiu esta quinta-feira a Comissão Municipal da Proteção Civil.

Há muitos desrespeitos com ajuntamentos fora de horas nas praias, nos cafés e esplanadas“, explicou à agência Lusa o presidente da câmara, Hélder Sousa Silva, justificando que esta semana o concelho registou o maior número de casos diários desde o início da pandemia. “O vírus não foi de férias”, alertou.

Segundo o autarca, não vai haver a reversão de medidas a impor, de forma direta ou indireta, o confinamento de cidadãos, mas adiantou que foi decidido avançar com ações de sensibilização, vigilância e de fiscalização nas ruas, envolvendo forças policiais, bombeiros, freguesias e município.

Para o presidente da câmara, “não pode o justo pagar pelo pecador”.

As ações a implementar visam o imprescindível cumprimento das regras sanitárias definidas pela Direção-Geral da Saúde e a consequente redução dos riscos de contágio da Covid-19 nesta fase de desconfinamento.

Mafra, no distrito de Lisboa, regista um total de 256 casos de infeção confirmados, dos quais 103 estão ativos, mais 16 novos casos face a segunda-feira, 138 recuperados e 12 mortes, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado pelo município.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 516 mil mortos e infetou mais de 10,71 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.587 pessoas das 42.782 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.