A presidente da Câmara Municipal da Amadora fez esta quinta-feira um balanço positivo das ações de combate à Covid-19 no concelho e destacou a intensificação das ações de fiscalização ao cumprimento das medidas decretadas pelo Governo. O município da Amadora, com cerca de 180 mil habitantes, é um dos cinco concelhos da Área Metropolitana de Lisboa com medidas restritivas e tem todas as freguesias em estado de calamidade.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da Câmara Municipal da Amadora, Carla Tavares (PS), referiu que a autarquia tem já no “terreno um conjunto de medidas” para conter a pandemia da Covid-19. “Temos procurado intervir junto da população para a sensibilizar. Penso que estão a cumprir e existe muita determinação em quebrar as cadeias de transmissão”, sublinhou a autarca.

Carla Tavares referiu que existe uma equipa multidisciplinar que tem realizado, desde terça-feira, visitas domiciliárias às pessoas que estão infetadas e que tentam “suprir as suas necessidades para que possam cumprir o confinamento”. “Além disso, continuamos também a distribuir máscaras comunitárias à população”, apontou.

O reforço das ações de fiscalização nos espaços públicos e nos estabelecimentos comerciais é outra das medidas destacadas pela autarca, para evitar ajuntamentos e o incumprimento das regras decretadas pelo Governo e pelas autoridades de saúde. “Desde o dia 22 [junho] que intensificámos as ações de fiscalização ao comportamento na via pública, aos estabelecimentos e ao consumo de bebidas na rua. Temos equipas compostas por fiscais e da polícia municipal que desenvolvem estas ações durante todo o dia”, sublinhou.

Carla Tavares adiantou que até ao momento foram encerrados 33 estabelecimentos comerciais por incumprimento das regras. “O comportamento individual será fundamental para conseguirmos superar esta pandemia”, atestou.

No que diz respeito aos transportes públicos e à reposição em 90% da oferta anteriormente existente, a autarca considerou que se deu “um passo muito importante”, mas ressalvou que “não poderá ficar por aqui”. “Em setembro haverá maior movimentação e será necessário ir avaliando a situação. Também será importante perceber o que é que a Linha de Sintra [comboios] comporta e ter em atenção sobretudo o período da manhã”, defendeu.

A generalidade de Portugal continental entrou na quarta-feira em situação de alerta devido à pandemia de Covid-19, com exceção da AML, que passou para o estado de contingência. Dentro da AML, que é constituída por 18 municípios, 19 freguesias de cinco concelhos continuarão em estado de calamidade, já que, segundo disse o primeiro-ministro na semana passada, é onde se concentra agora “o foco de maior preocupação de novos casos [de infeção] registados”.

As 19 freguesias que vão permanecer em estado de calamidade são: Santa Clara (Lisboa), as quatro freguesias do município de Odivelas (Odivelas e as uniões de freguesias de Pontinha e Famões, Póvoa de Santo Adrião e Olival Basto, e Ramada e Caneças), as seis freguesias do concelho da Amadora (Alfragide, Águas Livres, Encosta do Sol, Mina de Água, Venteira e União de Freguesias de Falagueira e Venda Nova), seis freguesias de Sintra (uniões de freguesias de Queluz e Belas, Massamá e Monte Abraão, Cacém e São Marcos, Agualva e Mira Sintra, Algueirão-Mem Martins e a freguesia de Rio de Mouro) e duas freguesias de Loures (uniões de freguesias de Sacavém e Prior Velho, e de Camarate, Unhos e Apelação).

Nestas freguesias foram impostas medidas especiais de confinamento, como o “dever cívico de recolhimento domiciliário”, ou seja, as pessoas só devem sair de casa para ir trabalhar, ir às compras, praticar desporto ou prestar auxílio a familiares. Os ajuntamentos ficam limitados a cinco pessoas e estão proibidas as feiras e mercados de levante.