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Irão fala em "incidente" junto a central nuclear, mas garante que não há vítimas nem risco de contaminação

O porta-voz da organização nuclear do Irão anunciou o colapso de um edifício sob construção junto à maior central de enriquecimento de urânio do país. Caso estará a ser investigado.

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Imagem satélite, recolhida em 2013, da central nuclear de Natanz, no Irão

DigitalGlobe via Getty Images

Imagem satélite, recolhida em 2013, da central nuclear de Natanz, no Irão

DigitalGlobe via Getty Images

Um “incidente” terá levado ao colapso parcial de um edifício sob construção nas imediações da central nuclear de Natanz, uma das principais no Irão. O anúncio foi feito pelo porta-voz da agência nuclear do Irão, que diz não haver vítimas nem risco de contaminação.

“O incidente aconteceu numa construção numa zona exterior perto da central nuclear de Natanz. Não há vítimas nem danos e a central nuclear está a funcionar com normalidade”, anunciou Behrouz Kamalvandi, porta-voz da Organização de Energia Atómica do Irão.

Aquele porta-voz referiu-se ao ocorrido como um “incidente” que terá ocorrido nas primeiras horas desta quinta-feira, 2 de julho. De resto, não oferece mais informação, nomeadamente no sentido de sustentar a avaliação deste caso como um “incidente”. Adiantou, ainda assim, que o ocorrido está a ser investigado pelas autoridades iranianas.

A central de Natanz é aquela que tem, em todo o Irão, a maior capacidade para enriquecer urânio, contando com espaço para cerca de 50 mil centrifugadoras em três grandes construções subterrâneas.

Começou a operar em 2007 e, em 2015, com o acordo nuclear com o Irão (firmado também pelos EUA, Rússia, China e também UE, que à altura incluía o Reino Unido), o regime de Teerão aceitou limitar drasticamente o enriquecimento de urânio naquela central. Foi acordado que, durante 10 anos, seriam usadas apenas 5.060 centrifugadoras e apenas a uma capacidade para produzir energia e não armas nucleares.

Com a retirada dos EUA, sob a liderança de Donald Trump, do acordo nuclear, o Irão renunciou aos termos pactados e voltou, desde então, a assumir abertamente as suas ambições nucleares.

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