Um “negócio ruinoso para Portugal”. É desta forma que a Associação Comercial do Porto (ACP) classifica o acordo anunciado esta quinta-feira pelo Governo, que permite ao Estado ficar com 72,5% da TAP e que vai permitir a injeção de 1,2 mil milhões de euros na companhia aérea. Nuno Botelho, presidente da ACP, sublinha que a associação “não poderia ficar indiferente e calada perante aquilo que vai ser um negócio ruinoso para Portugal” e garante que a providência cautelar para impedir o negócio “continua ativa, independentemente de o Governo ter comunicado que iria apresentar uma resolução fundamentada”.

Em conferência de imprensa para reagir à decisão do conselho de ministros, Nuno Botelho refere que a injeção de 1,2 mil milhões de euros na TAP “está ao nível do que aconteceu no Novo Banco”. “Portugal tem gerido de forma errada e inconsciente os dinheiros públicos. São vários os exemplos de empresas em que o Estado tem vindo a ser chamado a colocar dinheiro de forma absolutamente absurda, ruinosa, nociva para as contas públicas”, argumenta o presidente da ACP.

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