O dia era dedicado à votação final global do orçamento suplementar, mas o tema do reforço da participação do Estado no capital da TAP, de 50% para 72,5%, foi inevitável. E nos Passos Perdidos, António Costa defendeu a solução adotada em vez de uma nacionalização – “é sempre melhor um acordo do que um contencioso” com os parceiros privados, considera. Sobre o futuro, diz que é “prematuro” avaliar já o que vai o Estado fazer com a participação que adquiriu – e se a venda é uma opção a médio ou longo prazo. “O trabalho que agora importa”, acrescenta, é a renovação do conselho de administração e o desenho do programa de reestruturação.

Rui Rio, presidente do PSD, já sabe, porém, que o caminho da venda deve ser seguido “à primeira oportunidade” e “na totalidade” — isto, se for “bem vendida”, porque “não é para perder dinheiro”, avisa. “A não ser que se viesse a verificar que, com esta composição acionista, a TAP começasse a dar lucro e ser altamente pujante”, ressalva Rui Rio, que diz, no entanto, não acreditar nessa possibilidade. Ainda assim, considera “necessária” a intervenção estatal nesta fase.

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