São Paulo, o estado brasileiro com mais casos de Covid-19, antecipou a reabertura de ginásios, cinemas e eventos culturais para as regiões que estão na fase amarela do plano de flexibilização da economia, anunciou esta sexta-feira o governado estadual.

O início de atividades em ginásios, atividades culturais, eventos e convenções com público sentado será autorizado após 28 dias consecutivos da região na fase amarela (terceira fase mais restritiva). O município de São Paulo, capital do estado, que está na fase amarela desde o dia 29 de junho, poderá retomar estas atividades no dia 27 de julho.

A secretária de Desenvolvimento Económico de São Paulo, Patrícia Ellen, explicou em conferência de imprensa que a reabertura daquelas atividades está prevista depois de a região apresentar “uma estabilidade de quatro semanas nessa fase amarela”.

“Não é funcionamento imediato a partir de segunda-feira, tem essa previsibilidade de quatro semanas”, frisou Patrícia Ellen.

Em relação ao setor cultural, o governo estadual impôs várias regras, como a ocupação máxima de 40% dos espaços, uso de máscara obrigatório, venda de bilhetes apenas através da internet ou assentos previamente reservados e com distanciamento social assegurado.

Grandes eventos e demais atividades culturais que geram aglomeração serão autorizados apenas após todo o estado de São Paulo estar 28 dias consecutivos na fase verde, quando a doença do novo coronavírus estiver controlada.

Nos ginásios, a capacidade máxima permitida é de 30%, com um funcionamento reduzido de seis horas, uso de máscara obrigatório e apenas aulas individuais, entre outras regras.

“São Paulo já salvou mais de 70 mil vidas ao longo de cinco quarentenas. Prosseguiremos com uma quarentena não mais homogénea, fundamentada no ‘Plano São Paulo’, e que orienta as pessoas sobre o melhor procedimento para salvarem suas vidas”, disse o governador estadual, João Doria.

Na próxima segunda-feira, a cidade de São Paulo irá reabrir salões de beleza e bares, com os estabelecimentos a poderem funcionar apenas até às 17h (21h em Lisboa), segundo o prefeito, Bruno Covas.

A reabertura gradual da economia em São Paulo acontece num momento em que aquele que é o estado mais rico e populoso do país continua a registar recordes de novos casos diários.

Na quinta-feira, São Paulo contabilizou o seu maior número diário de novos casos de infeção desde o início da pandemia, com 12.244 pessoas diagnosticadas em 24 horas.

Segundo as autoridades de saúde estaduais, esta unidade federativa pode chegar a 470 mil casos de Covid-19 até 15 de julho. São esperados entre 18 mil e 23 mil óbitos nesse período.

No total, São Paulo tem 302.179 casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus e 15.351 vítimas mortais, segundo dados de quinta-feira.

Em pouco mais de quatro meses, o Brasil tornou-se no foco latino-americano da pandemia de Covid-19 e é o segundo país no mundo mais afetado pela doença, totalizando 61.884 óbitos e 1.496.858 casos confirmados.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 521 mil mortos e infetou mais de 10,88 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.