O homem de 55 anos detido na quarta-feira em Cantanhede por suspeita de fogo posto vai ficar em prisão preventiva, disse esta sexta-feira à agência Lusa uma fonte policial.

O arguido, que esteve para ser ouvido na quinta-feira no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Coimbra, só na manhã de sexta-feira foi levado à presença de um magistrado judicial, que lhe aplicou a medida de coação mais severa.

O suspeito foi detido pela Polícia Judiciária por alegadamente ter ateado um incêndio florestal naquele município do distrito de Coimbra, admitindo os investigadores que ele seja também “autor de anteriores crimes” da mesma natureza.

Uma fonte da PJ admitiu à Lusa, na quinta-feira, que alguns comportamentos do homem, sem profissão, poderão estar associados ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

Em comunicado, a Diretoria do Centro da PJ informou que o arguido, com presumível “uso de chama direta, ateou um incêndio em zona de terreno inculto, povoada com mato e árvores, ascendendo a área ardida a 0,2652 hectares”.

O fogo lavrou “próximo de habitações e floresta, no interface urbano com a zona mista agrícola e florestal”, no concelho de Cantanhede, e teria tomado “proporções mais gravosas, caso não tivesse havido uma rápida intervenção dos bombeiros”.

“A atuação do suspeito colocou em perigo a integridade física e a vida de pessoas, habitações e a mancha florestal”, segundo a nota.