Um ano e quase seis meses. Um percurso que começou como interino e passou a efetivo. Uma Liga em formato conto de fadas e uma Supertaça. Uma entrada por uma porta desconhecida que se tornou um pedestal e acabou numa saída pela porta mais pequena. Uma era pós-Rui Vitória e Jorge Jesus, pós-tetra e de confirmação de uma reconquista que não terá seguimento. Este sábado, no Estádio da Luz, o Benfica realizava o primeiro jogo já sem Bruno Lage no comando da equipa — o homem que sempre disse que sairia quando deixasse de “ser solução”.

Esse momento terá aparecido na Madeira, depois da derrota com o Marítimo. Lage colocou o lugar à disposição, Luís Filipe Vieira surgiu na conferência de imprensa a garantir que iria ponderar a própria continuidade e o treinador já não orientou o treino do dia seguinte. E com nomes como Jorge Jesus, Marco Silva, Mauricio Pochettino e até Unai Emery a gravitarem a Luz, era Nélson Veríssimo, até aqui adjunto de Bruno Lage, que orientava a equipa este sábado contra o Boavista.

Ficha de jogo

Mostrar Esconder

Benfica-Boavista, 3-1

30.ª jornada da Primeira Liga

Estádio da Luz, em Lisboa

Árbitro: Fábio Veríssimo (AF Leiria)

Benfica: Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Jardel, Nuno Tavares, Weigl, Gabriel (Samaris, 79′), Pizzi (Jota, 90+1′), Chiquinho, Cervi (Rafa, 72′), Seferovic (Vinícius, 72′)

Suplentes não utilizados: Svilar, Zivkovic, Dyego Sousa, Tomás Tavares, Ferro

Treinador: Nélson Veríssimo

Boavista: Helton Leite, Carraça, Dulanto, Ricardo Costa, Marlon, Paulinho, Obiora, Gustavo Sauer (Luís Santos, 85′), Alberto Bueno (Yusupha, 59′), Fernando Cardozo (Mateus, 59′), Cassiano (Stojiljkovic, 73′)

Suplentes não utilizados: Bracali, Reisinho, Tomás Reymão, Idris

Treinador: Daniel Ramos

Golos: André Almeida (13′), Pizzi (31′), Gabriel (42′), Dulanto (64′)

Ação disciplinar: cartão amarelo a Cassiano (41′), a Obiora (62′), a Nuno Tavares (63′)

A seis pontos da liderança do FC Porto e com o segundo lugar a ser empiricamente ameaçado pelo bom momento do Sporting, transparecia a ideia de que a mudança de treinador a cinco jornadas do fim da temporada teria um de apenas dois destinos: ou era a chicotada necessária para agitar as águas e mudar o rumo da equipa, assim como Lage fez quando rendeu Rui Vitória; ou era uma assunção problemática de que o grupo não está a funcionar bem e a época está praticamente perdida e entregue a um comando interino até ao fim. O início de um desses dois destinos acontecia, precisamente, este sábado contra o Boavista.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.