A Audi tem no Q5 o seu SUV mais vendido, razão pela qual entendeu que era oportuno renová-lo para continuar a fazer frente à concorrência. A segunda geração, lançada em 2016, recebe uma actualização com alterações estéticas evidentes, que acabam até por ter impacto nas medidas do modelo. O SUV que vai começar a chegar aos concessionários europeus a partir do Outono (em Portugal, no fim do ano) reforça também o apelo tecnológico, com diversos conteúdos novos – inclusivamente a tecnologia de iluminação OLED nas luzes traseiras, que vai permitir ao cliente escolher a assinatura luminosa que pretende.

Visualmente, é na frente que se concentram as mudanças estéticas. O renovado Q5 vê a grelha Singleframe ser alterada em linha com o Q8, parecendo mais larga e mais esguia, enquanto as entradas de ar laterais ficaram mais verticais e estão inseridas numa “moldura” tipo trapézio. Os faróis exibem um novo desenho mas, tecnologicamente, nada muda na iluminação frontal, que continua a ser em LED de série e com uma nova assinatura das luzes diurnas. Opcionalmente, mantém-se a possibilidade de recorrer a matriz de LED.

A novidade, no capítulo da iluminação, remete-nos para a traseira. Aí, encontra-se agora um detalhe decorativo entre os grupos ópticos, que opcionalmente podem ser OLED, fazendo do Q5 o primeiro modelo no mundo a recorrer nas luzes traseiras a díodos orgânicos emissores de luz que geram uma superfície de luz mais homogénea. O extra supõe a integração de um sensor de proximidade que, a menos de dois metros, acende as luzes dos três blocos de seis segmentos cada. Assim que o SUV começa a circular, automaticamente as luzes voltam a assumir a assinatura de luz original. E, neste ponto, outro detalhe: os clientes podem escolher entre três assinaturas.

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Ainda em matéria de design exterior, nota para o facto de as jantes serem, de série, em liga leve de 17 polegadas e de o comprimento ter sofrido uma ligeira alteração pois a nova forma dos pára-choques “estendeu” o renovado Q5 em quase 2 cm (em concreto 19 mm, com o comprimento a fixar-se agora nos 4,68 metros. De resto, não há alterações, mantendo-se os 1,89 m de largura, 1,66 de altura e a mesma distância entre eixos (2,82 m).

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No habitáculo, entra em cena um SUV mais tecnológico. A novidade mais relevante encontra-se no sistema multimídia, compatível com Apple CarPlay e Android Auto, que passa a ser servido por um ecrã táctil de 10,1 polegadas – um ganho face às 8,3 polegadas (máximo) do Q5 que ainda se encontra à venda nos concessionários. Como o display passa a ser sensível ao toque, o que não acontecia até agora, os comandos que o operavam desaparecem da consola central, surgindo no seu lugar um compartimento de arrumação com tampa. Nas versões mais equipadas, o painel de instrumentos é digital com 12,3 polegadas, oferecendo mais possibilidades de configuração com o Audi virtual cockpit plus .

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Quanto à gama de motores, no arranque europeu da comercialização os clientes só têm acesso ao Q5 40 TDI, um quatro cilindros diesel de 2,0 litros, que debita 204 cv e 400 Nm de binário máximo. Segundo a marca dos quatro anéis, esta mecânica não só está mais leve do que a anterior, como é também mais eficiente. Parte dessa prometida eficiência deve-se à electrificação, já que se trata de um mild hybrid a 12 V, cuja poupança de combustível não vai além dos 0,3 litros/100 km, como é habitual nesta ligeira hibridização. Mais interessante, do ponto de vista ambiental, será o facto de integrar um duplo sistema SCR com injecção de AdBlue, o que significa menos emissões de óxido de azoto esteja o motor mais frio ou mais quente.

No lançamento, o 40 TDI está acoplado a caixa automática de sete velocidades e tracção integral, mas lá mais para a frente vai surgir duas novas variantes de potência do quatro cilindros a gasóleo, um V6 TDI, bem como dois TFSI de 2,0 litros. A substituir o actual Audi Q5 TFSIe, haverá duas versões híbridas plug-in.