A escola secundária que Álvaro Santos dirige, em Vila Nova de Gaia, costuma ter sempre “a máquina montada” para a época de exames nacionais. Este ano, com a pandemia de Covid-19, os planos tiveram de mudar. Na Escola Secundária Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves, e à semelhança de todas as outras escolas, a primeira fase da época de exames começou com regras que antes não existiam, muito controlo e também menos alunos do que é habitual. “Há alteração nas rotinas e nos percursos a fazer”, conta o diretor da escola ao Observador.

Ainda antes das 9h da manhã eram já vários os alunos que, de máscara colocada, esperavam à entrada das salas de aula para fazerem o exame de Português do 12.º ano, que deu início à época de exames nacionais para 42 mil alunos em todo o país. No chão dos corredores desta escola de Gaia há marcas que definem o local onde cada estudante deve permanecer distanciado dos restantes, as mesas têm desinfetante disponível e vão-se ouvindo algumas instruções dos professores.

– Meninos, distanciados.
– É para desinfetar as mãos antes de entrar.

Desde o distanciamento social à desinfeção das próprias embalagens que guardam as folhas de exame, as regras estabelecidas eram mesmo para cumprir, num espaço que, segundo Álvaro Santos, também teve de sofrer alterações para que tudo corresse conforme o previsto. “Procuramos que as salas não ficassem contíguas e temos também um espaço maior porque mobilizamos o espaço da cantina, onde conseguimos ter 40 alunos em simultâneo a fazer o exame. De resto, o distanciamento já era utilizado nos anos anteriores, não apenas por regras de segurança mas também regras que tinham a ver com a questão da confidencialidade”.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.