Quase 80% dos novos infetados ao longo da última semana estão na zona de Lisboa e Vale do Tejo: 1.745 em 2.217. Esta segunda-feira, a proporção de novos diagnósticos diários voltou a superar essa fasquia: segundo o boletim da DGS, 84% das novas infeções até à meia-noite dizem respeito a esta região do país que passou em meados de maio a assumir maior prevalência na contagem de novos casos. E o número de internados a nível nacional ascendeu a 513, a contagem mais numerosa desde 30 de maio.

O boletim que a Direção-Geral de Saúde (DGS) divulgou esta segunda-feira dá conta de mais seis mortos com Covid-19, no país, um número que fica ligeiramente abaixo da média da última semana, que se aproxima das oito mortes diárias. O número de óbitos ascendeu, assim, a 1.620. O relatório da DGS dá conta, porém, de 29.166 recuperados, mais 149 do que no boletim anterior.

O número de infetados aumentou em 232 face à véspera, para um total de 44.129 pessoas com infeção confirmada, até ao momento. Desses novos infetados, 195 pertencem à zona de Lisboa e Vale do Tejo: 84%. Nas 24 horas até à meia-noite desta segunda-feira, três das mortes ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo, duas surgiram no Alentejo e uma aconteceu no norte do país.

Embora o número de infeções confirmadas em Lisboa e Vale do Tejo (20.722) já tenha superado largamente o número de infeções no norte (17.766), mesmo assim acumulam-se menos óbitos na região que inclui a capital do país (507 mortes) do que no norte (820 óbitos).

Uma das vítimas mortais entre os seis óbitos das últimas 24 horas estava na casa dos 50 anos, dois tinham entre 60 e 69 anos e as outras três tinham mais de 80 anos.

Até ao momento, morreram duas pessoas na casa dos 20 anos, duas com entre 30 e 39, 20 pessoas na casa dos 40 e 53 na casa dos 50 anos. A maior parte dos óbitos concentra-se nas faixas etárias mais avançadas: 148 mortes de pessoas na casa dos 60 anos e 310 com entre 70 e 79 anos. Com mais de 80 anos, já morreram 1.085 pessoas.

O boletim da Direção-Geral de Saúde indica, também, que há mais nove pessoas internadas com Covid-19, uma informação que se remete à meia-noite desta segunda-feira. No total, são 513 pessoas a necessitar de cuidados hospitalares, o que é a contagem mais numerosa desde 30 de maio.

Neste intervalo, entre o final de maio e este início de julho, chegou a haver apenas 366 pessoas internadas a 8 de junho, mas a pressão sobre os serviços de saúde voltou a agravar-se ao longo do último mês. Segundo o boletim, 74 dos 513 doentes internados estão a necessitar de cuidados intensivos – é mais uma pessoa do que na véspera e está em linha com a média das últimas semanas, na casa dos 70 doentes em situação mais preocupante.

O boletim da Direção-Geral de Saúde não inclui informação sobre os concelhos e o número de infetados. Nota no boletim indica que “a DGS está a realizar a verificação de todos os dados com as autoridades locais e regionais de saúde” – um trabalho que será “concluído durante os próximos dias”.