Não é uma novidade, não é uma confirmação oficial, não deixa de ser um passo importante. De acordo com a BBC, Fernando Alonso terá já assinado com a Renault com o objetivo de voltar à Fórmula 1 na próxima temporada, três anos depois de ter deixado a prova rainha do automobilismo para se dedicar às competições de resistência. A equipa, porém, recusou-se a comentar a notícia.

A possibilidade de Alonso voltar à Fórmula 1 começou a ganhar força nos últimos meses, quando a anunciada saída de Sebastian Vettel da Ferrari começou uma dança das cadeiras que terminou com um lugar vago: o alemão vai deixar a Ferrari no final deste ano e ser substituído por Carlos Sainz, Sainz será substituído por Ricciardi na McLaren e ainda não se sabe quem vai fazer dupla com Esteban Ocon na Renault. Uma Renault onde Fernando Alonso foi bicampeão mundial, em 2005 e 2006, e que parece nesta altura a maior possibilidade de o espanhol de 38 anos regressar à Fórmula 1.

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Ainda que, na passada semana, Alonso tenha afastado os rumores de um eventual regresso. Em resposta a uma pergunta de um adepto, que o questionava precisamente sobre a hipótese de o piloto voltar à Fórmula 1, o espanhol sublinhou as contradições entre as notícias e garantiu que está focado no Indy 500, a prova anual de endurance que decorre no Estado norte-americano do Indiana. “Bem, ao meio-dia diziam que uma equipa tinha dito NÃO ao Alonso. À tarde já dizem que vou correr com essa equipa ainda em 2020! Continuo a dizer-vos que vou estar no Indy 500. Mas vou estar aqui quando existir alguma coisa para anunciar”, escreveu o piloto no Twitter.

Fernando Alonso anunciou que iria deixar a Fórmula 1 pouco antes do final da temporada de 2018 e depois de 17 anos nos maiores circuitos mundiais. Numa altura em que competia pela McLaren, e depois de meses de especulação devido às recorrentes falhas mecânicas do veículo e à insatisfação do piloto face à zona da tabela em que competia, o espanhol publicou um vídeo de despedida no Twitter com a descrição “Querida F1”.

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“Não estavas à minha espera e não tinha a certeza se te queria conhecer. Deste-me muito e creio que te dei tudo. Quando só sabia andar, já corria pelo teu barulho, para os teus circuitos. Juntos, passámos bons momentos, uns inesquecíveis, outros realmente maus. Viste-me crescer, lutar, rir e emocionar-me. Jogaste comigo e aprendi a jogar contigo. Vi-te mudar, umas vezes para bem e outras, na minha opinião, para mal. Cada vez que fecho o capacete sinto o teu abraço, a tua energia. Não há nada parecido. Só te posso estar agradecido por tudo o que me ensinaste, por teres sido a minha vida. Sei que gostas de mim e também sabes que gosto de ti”, disse, na altura, o piloto.