O segundo comandante-geral da GNR, Rui Clero, disse esta terça-feira que a corporação teve que adaptar este ano as ações de sensibilização sobre o uso correto do fogo devido à pandemia de Covid-19, tendo procurado avisar a população individualmente.

No fórum virtual “A floresta e o fogo nos tempos da pandemia”, organizado pelo Laboratório Colaborativo para a Gestão Integrada do Fogo e da Floresta (ForestWISE), Rui Clero adiantou que, em 2019, a GNR conseguiu realizar ações de sensibilização junto de cerca de 120 mil pessoas ligadas ao mundo rural, designadamente agricultores, pastores e produtores agrícolas, mas este ano existiu a limitação em termos de organização de reuniões e ajuntamentos de pessoas, pelo que a metodologia teve de ser alterada.

De acordo com o segundo comandante do comando-geral da Guarda Nacional Republicana, o público alvo destas ações de sensibilização é aquele que está envolvido nos principais perigos da utilização indevida do fogo, particularmente na situação das queimas e queimadas, pelo que “era importante” fazer chegar esta mensagem a esta parte da população.

Tivemos que adaptar este ano a execução da operação às condições da pandemia. Procuramos fazer esses avisos e passar essas mensagens individualmente, quando passámos às ações de fiscalização”, disse.

Rui Clero salientou também que, este ano e durante as ações de monitorização, a GNR registou cerca de 24 mil incumprimentos relacionados com a limpeza da floresta.

Segundo o mesmo responsável, estes incumprimentos, maioritariamente registadas nas 1.114 freguesias consideradas prioritárias em termos de risco de incêndio florestal, foram partilhados com as autarquias e com as entidades com responsabilidade nesta matéria.

O segundo comandante do comando-geral da GNR avançou ainda no fórum virtual algumas mudanças que a GNR procurou realizar de forma a mitigar o problema da Covid-19, como o prolongamento do prazo para a fiscalização de terrenos florestais.

Rui Clero explicou que este ano a GNR executou em todo o país uma plataforma de georreferenciação junto de todos os locais que carecem de ações de gestão de combustível.

“Fizemos esse levantamento em todo o território e partilhamos depois essa informação digitalizada e georreferenciada com as câmaras municipais para que possam no âmbito das competências atribuídas serem feitas a gestão dessas áreas”, disse.