Como se esperava, Emmanuel Macron aproveitou a mudança de primeiro-ministro para levar a cabo uma profunda remodelação do seu Governo. A grande mudança na remodelação anunciada esta segunda-feira é o novo ministro do Interior, Gérald Darmanin, até agora na pasta das Contas Públicas, havendo ainda mudanças em outros lugares importantes como a Justiça, Trabalho e Cultura.

O novo Governo de Jean Castex foi conhecido esta sexta-feira à tarde e a saída de Christophe Castaner, até agora ministro do Interior e elemento próximo de Emmanuel Macron, é a maior mudança a registar.

Castaner é substituído por Gérald Darmanin, que era até agora ministro das Contas Públicas e o mais jovem do Governo anterior. Darmanin vem da direita e era próximo de Sarkozy, tal como o primeiro-ministro Castex.

O advogado Eric Dupond-Moretti é o novo ministro da Justiça, substituindo Nicole Belloubet. Vem da esquerda e, no passado, chegou a defender a interdição do partido de extrema-direita Frente Nacional, liderado por Marine Le Pen.

Para a Cultura, Castex e Macron chamaram uma mulher experiente em vários executivos, Roselyne Bachelot. Também vinda da direita, Bachelot foi ministra da Ecologia de Chirac e da Saúde e depois Coesão Nacional com Sarkozy

No Ambiente, a escolha foi Barbara Pompili, até agora presidente da comissão do Desenvolvimento Sustentável na Assembleia Nacional. Pompili pertencia até agora ao grupo dos Verdes.

Uma das mudanças mais esperadas era relativa à pasta do Trabalho, tendo em conta o impacto da doença Covid-19 no país. A nova responsável por este setor é Elisabeth Borne, ministra do Trabalho, Emprego e Inserção.

Elisabeth Borne já tinha ocupado a pasta dos Transportes e do Ambiente com o Presidente Emmanuel Macron.

Os pilares do Governo mantêm-se, com Jean-Michel Blanquer na Educação, Jean-Yves Le Drian nos Negócios Estrangeiros e ainda Bruno Le Maire na Economia.

Ao todo, o novo Governo Castex tem 31 ministros e os novos secretários de Estado devem ser conhecidos até à próxima semana.

Emmanuel Macron vai falar ao país no 14 de julho, feriado nacional em França, revelando então as suas intenções até ao fim do mandato, que termina em 2022.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR