O quadro a óleo “Tours d’arme”, da pintora portuguesa Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992), está entre as obras de arte do século XX que vão ser leiloadas na sexta-feira num leilão internacional da Christie´s.

O leilão, anunciado em maio pela empresa como tendo um novo formato “global” para se adaptar à atual pandemia, decorrerá em simultâneo em Hong Kong, Paris, Londres e Nova Iorque.

Entre as obras de pintura apresentadas no catálogo está uma tela assinada por Vieira da Silva, com 73,2 por 92 centímetros, datada de 1954.

O quadro foi comprado à Galerie Pierre, de Paris, em 1960, por um colecionador do Canadá e, em 2013, foi vendida num leilão da Sotheby’s ao atual proprietário.

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Na altura, foi vendido por 445 mil euros, e agora surge no catálogo do leilão “ONE: A Global Sale”, da Christie´s, com uma estimativa entre 600 mil e 800 mil euros.

Em 2018, outra obra de Vieira da Silva, “L´Incendie 1” (“O Incêndio”), foi leiloada em Londres, pela mesma leiloeira, por um valor recorde para a artista de 2,290 milhões de euros.

O quadro pintado em 1944 partia com uma estimativa de base entre 1,2 milhões de euros e 1,6 milhões de euros.

O leilão, marcado para sexta-feira, inclui, segundo o catálogo, algumas obras de arte de artistas de renome, como Pablo Picasso, Roy Lichtenstein, Andy Warhol, Joan Miró, René Magritte, Robert Rauschenberg, Alexander Calder, Georgia O´Keefe, Jean-Michel Basquiat ou Lucio Fontana.

Em maio, quando o leilão foi anunciado, a Christie´s explicou, em comunicado que “o novo formato visa criar uma plataforma adaptável e inclusiva para apresentar importantes obras de arte a licitadores globais”, como o quadro de Picasso “Femmes d´Alger” (versão F, 1955) estimado em 23 milhões de euros.

Devido à pandemia, a leiloeira está a “reconfigurar novos formatos para fazer convergir os mundos real e virtual”, afirmou, então, Alex Rotter, um dos responsáveis da Christie´s.

O novo formato é descrito como “híbrido” pela leiloeira, e decorrerá pela primeira vez em “live-streaming”, e também presencialmente, naquelas cidades, seguindo as normas das autoridades locais.

O leilão global decorrerá regional e globalmente, em sessões consecutivas, começando em Hong Kong, e apresentará peças de arte impressionista e moderna, pós-guerra e contemporânea, desde pintura, desenho, escultura e também design.