Três homens foram acusados pelo Ministério Público (MP) por serem os suspeitos do homicídio de Pedro Fonseca, o jovem de 24 anos filho de um ex-inspetor da Polícia Judiciária (PJ) que foi assassinado no dia 28 de dezembro do ano passado na zona do Campo Grande, em Lisboa. Há ainda um quarto homem que não está envolvido no alegado homicídio, mas foi acusado de outro crime relacionado com os roubos que o grupo levou a cabo desde 19 de outubro até 28 de dezembro, nas zonas de Sintra e Lisboa.

A investigação da 1.ª secção do DIAP de Lisboa e da PJ concluiu que os arguidos “resolveram apropriar-se de bens e valores que terceiros consigo detivessem, colocando-os na impossibilidade de lhes resistirem”, lê-se numa nota publicada no site da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL). Faziam-no “com recurso à violência”, exibindo às vítimas “facas, objetos pontiagudos ou com lâminas” e “fazendo uso da sua superioridade numérica e de agressões”.

Assim, entre pelo menos 19.10.2019 até 28.12.2019, em diversas zonas das comarcas de Lisboa e Sintra, os arguidos abordaram vários ofendidos, a quem retiraram do modo descrito, os bens que estes detinham, usando-os em proveito próprio e contra a vontade dos ofendidos”, adianta a nota.

Foi num desses alegados roubos que “um dos arguidos, com conhecimento e aceitação dos demais, desferiu golpes com uma faca, no tórax, do lado esquerdo, na região lombar esquerda e no flanco esquerdo” do jovem de 24 anos “provocando-lhe feridas que foram causa direta e necessária da sua morte”.

A investigação apurou também que um dos arguidos “detinha na sua posse produto estupefaciente cuja natureza conhecia com o intuito de o ceder a terceiros” — sendo, por isso, acusado de um crime de tráfico de estupefacientes. A PJ conseguiu ainda associar estes arguidos a outros roubos: “Um dos arguidos noutra ocasião molestou fisicamente uma das vítimas causando-lhe também danos em bens”, lê-se na nota. Mais: “Dois dos arguidos entraram e mantiveram na sua posse bens provenientes da prática de ilícitos contra o património, circunstância que conheciam, visando obter com as suas vendas vantagens patrimoniais a que sabiam não ter direito” — estando por isso acusados pelo crime de recetação.

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Neste sentido, o MP acusou quatro arguidos pela prática de diversos crimes: um  pela prática de um crime de ofensa à integridade física simples, um crime de dano, oito crimes de roubo agravado, cinco crimes de roubo simples e um crime de homicídio; outro pela prática de nove crimes de roubo agravado, três crimes de roubo simples, um crime de homicídio e um crime de tráfico de estupefacientes; um terceiro pela prática de oito crimes de roubo agravado, quatro crimes de roubo simples, um crime de recetação e um crime de homicídio; e o último pela prática de um crime de recetação.

Os três arguidos apontados como responsáveis pela morte de Pedro Fonseca estão em prisão preventiva desde 7 de janeiro. O quarto está sujeito à medida de coação de termo de identidade e residência.