O Conselho de Administração do Banco de Moçambique anunciou esta quarta-feira a prorrogação por três meses, a partir de sexta-feira, de medidas tomadas no âmbito da pandemia de Covid-19 para facilitar o uso de sistemas de pagamentos eletrónicos.

As carteiras móveis de moeda eletrónica usadas através de dispositivos móveis deixam de cobrar encargos e comissões nas transferências de cliente para cliente até ao limite máximo diário de 1.000 meticais (moeda moçambicana). Os limites por transação nas carteiras móveis foram aumentados e as comissões e os encargos a serem cobrados para os novos limites não devem ser superiores ao máximo do preçário em vigor.

Os bancos passam a não cobrar encargos e comissões para as transações efetuadas através de canais digitais até ao limite máximo diário de 5.000 meticais para clientes singulares, exceto no caso de levantamentos em caixas automáticas. Outras medidas decididas pelo banco central incluem a redução para metade das comissões e encargos nas transferências entre os bancos e instituições de moeda eletrónica, para clientes singulares.

“A adoção das medidas não isenta o cumprimento das normas e procedimentos relativos à prevenção e ao combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo”, nota o Banco de Moçambique.