O secretário para a Economia e Finanças de Macau vai representar o governo da região no funeral do magnata dos casinos Stanley Ho, na quinta e na sexta-feira, em Hong Kong, disse esta quarta-feira fonte oficial.

A organização das cerimónias fúnebres de Stanley Ho, que morreu aos 98 anos em 26 de maio último, está a cargo de uma comissão que integra mais de cem políticos e personalidades das duas regiões administrativas especiais chinesas, de acordo com o jornal de Hong Kong Economic Times.

Uma vigília pública vai realizar-se na quinta-feira, decorrendo o funeral no dia seguinte.

Figura incontornável no antigo território administrado por Portugal, e um dos homens mais ricos da Ásia há décadas, a fortuna pessoal de Ho foi estimada em 6,4 mil milhões de dólares (5,9 mil milhões de euros), quando se reformou em 2018, apenas alguns meses antes do 97.º aniversário, de acordo com o diário South China Morning Post, de Hong Kong, cidade onde vivia.

Exemplo acabado de um self-made man, Stanley Ho fica para a história como o magnata dos casinos de Macau, terra que abraçou e cujo desenvolvimento surge ligado ao império do jogo que construiu.

Nascido a 25 de novembro de 1921 em Hong Kong, Stanley Ho fugiu à ocupação japonesa para se radicar na então portuguesa Macau, onde fez fortuna ao lado da mulher macaense, oriunda de uma das mais influentes famílias da altura.

Nos anos de 1960, conquista com a Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM), o monopólio de exploração do jogo, que manteve por mais 40 anos, até à liberalização, que trouxe a concorrência dos norte-americanos.

Stanley Ho marcou a transformação e modernização do território, com a dragagem dos canais de navegação — imposta pelo contrato de concessão de jogos —, à construção do Centro Cultural de Macau, do Aeroporto Internacional ou à constituição da companhia aérea Air Macau.