“À porta fechada, que é como se jogam as partidas da Liga, hoje não se irão ouvir assobios contra o presidente do Barça nem cânticos de ‘Espanyol para a Segunda’ em Camp Nou. Um dérbi mudo resulta de forma surpreendente quando há tanto ruído à sua volta de duas equipas em situação de extrema necessidade. Ao Barça só vale a vitória para manter as aspirações ao título que parece reservado para o Real Madrid, líder com quatro pontos de vantagem quando faltam quatro jornadas para acabar a prova, sendo que o Espanyol descerá de divisão se sair derrotado do campo do Barça”. Se o Sport lançava o dérbi da Catalunha como “uma fórmula para crescer tendo em vista a Liga dos Campeões e a Marca falava em “dérbi definitivo”, o El País era mais cáustico: “Dérbi das lamentações”.

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Havia contas por acertar, neste caso entre o maior clube da região e o grande rival. Contas com juros, porque já se passaram há 13 anos: na penúltima jornada, em pleno Camp Nou, dois golos de Lionel Messi não chegaram para o Barcelona vencer o Espanyol, que empatou por Raúl Tamudo em cima do minuto 90 e entregou assim o título de bandeja ao Real Madrid. Os periquitos, que contavam na altura com Kameni, Luis Garcia, Jarque, Rufete (atual treinador depois da saída de Abelardo, deixando o cargo de diretor desportivo) ou Ivan de la Peña, o médio formado nos blaugrana que marcou o golo da última vitória do Espanyol fora com o rival, em 2009, podiam não lutar pelo Campeonato mas tinham equipas para lugares europeus. Agora, nem por sombras.

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