A Comissão Europeia apoia uma campanha, cujo investimento ronda os 7,5 milhões de euros, para incentivar os jovens portugueses, espanhóis e franceses a comer carne de porco. A iniciativa é enquadrada num apoio de maior escala, destinado a promover diversos produtos agrícolas europeus.

Para o mercado português, em que cada habitante come em média cerca de 44 kg de carne de porco por ano, o apoio está estimado em 1,4 milhões de euros.

Com duração prevista de três anos, a campanha Let’s talk about pork from Europe visa “desmistificar alguns dos mitos mais frequentes sobre a carne de porco”, indicaram, em comunicado, os responsáveis pela iniciativa.

Destinada aos jovens até aos 30 anos, a campanha arranca em Portugal, Espanha e França, países escolhidos pela importância que a carne de porco assume na economia local e na dieta mediterrânea, decorrendo em vários suportes como televisão, outdoor e nas redes sociais.

No total, terá um investimento previsto que ronda os 7,5 milhões de euros, sendo gerida pelas entidades setoriais de cada país: Aligrupo – Agrupamento de Produtores de Suínos, Agrupalto – Agrupamento de Produtores Agropecuários (Portugal), Interporc – Interprofessional del Porcino de Capa Blanca (Espanha) e Inaporc – Interprofession Nationale Porcine (França).

“A carne de porco é uma das mais consumidas em todo o mundo, mas tem sido alvo de mensagens erradas e, por vezes, difamatórias, que associam negativamente a produção de porcos a temas sensíveis ligados ao ambiente, segurança alimentar e bem-estar animal. Esta desinformação, tem levado o público, e especialmente os mais jovens, a substituírem o consumo de carne de porco por outros bens alimentares”, lê-se no comunicado divulgado esta quinta-feira.

Citado no mesmo documento, o presidente do Aligrupo, Vitor Menino, afirmou que, durante os próximos três anos, haverá a oportunidade de “desmistificar e esclarecer dúvidas sobre a relação da suinicultura com o meio ambiente, e também com a segurança alimentar, bem-estar animal, investigação, diversidade, benefícios nutricionais e alimentação animal”.

A Comissão Europeia, por seu lado, sublinha que a iniciativa se enquadra num apoio mais alargado a produtores para “melhorar e encontrar novos mercados para os seus produtos e aumentar a competitividade e sustentabilidade do setor agrícola europeu”, o que inclui “frutas, vegetais, flores, vinho, azeite e também carne, conforme é identificada a necessidade”.

Artigo atualizado