A CDU denunciou esta quinta-feira que o bairro social das Campinas, “o maior” do Porto, não possui equipamentos para crianças e idosos, defendendo ser urgente que a câmara reponha as estruturas que demoliu, por más condições, há um ano.

Numa visita ao local realizada esta manhã, a vereadora da CDU na Câmara do Porto, Ilda Figueiredo, verificou o estado de “abandono” a que o bairro, com cerca de 900 habitações, está votado.

“(O Bairro das Campinas) não tem, neste momento, nenhum equipamento para crianças, idosos, etc. Depois da demolição, há um ano, das instalações – que, embora degradadas, eram as que existiam – a câmara tinha referido que ia construir novos equipamentos e passou um ano e não está nada construído”, disse, em declarações à Lusa, sublinhando que “não há nenhumas instalações (deste tipo) no maior bairro da cidade”.

Para a vereadora, este é um dos problemas centrais daquele bairro, a que somam outros, mais recorrentes, como a falta de apoio diverso ou degradação de espaços públicos.Ilda Figueiredo refere que no bairro social das Campinas “há imenso espaço ao abandono” e os equipamentos ou são inexistentes ou desadequados, como é exemplo o campo de jogos que lá existe, que “é um bocado de cimento, que nem uma baliza tem”.

“Por outro lado, não há um parque infantil, não há um centro de convívio para os idosos, não há bancos, com mesas e árvores para as pessoas puderem estar ao ar livre, não há nada. É o abandono completo”, afirmou, sublinhando que é “urgente que a câmara faça os equipamentos que se comprometeu quando deitou abaixo”.

Segundo a informação disponibilizada pela Domus Social, o Bairro das Campinas, situado na freguesia de Ramalde, foi construído em 1965 e requalificado em 2010, sendo constituído por 900 fogos, distribuídos por 31 blocos. Atualmente, residem neste bairro cerca de 1.945 pessoas.

A CDU visitou ainda o bairro de Pereiró, conhecido como o Bairro dos CTT, que está a ser recuperado. “A primeira parte foi recuperada e está bonita e na segunda estão a acabar as obras, mas esqueceram-se do arranjo da zona em frente ao bloco que já está recuperado, que está em gravilha e está ao abandono”, revelou, salientando que há queixas dos moradores.

Para além disso, acrescentou a vereadora, há ainda “algumas pequenas falhas nas obras”, como problemas de infiltração de água nas escadas, ou problemas saneamento que precisam de ser reparados.

Neste bairro, também situado na freguesia de Ramalde, foi construído em 1955, sendo constituído por 64 fogos, distribuídos por dois blocos. Ilda Figueiredo assegurou que estas questões serão levantadas em sede de reunião do executivo camarário.