O Brasil registou em junho 653,1 mil pedidos de seguro de desemprego, um aumento de 28,4% face ao mesmo período de 2019, num momento em que a pandemia da Covid-19 afeta gravemente a economia do país.

Na comparação com o mês anterior (maio de 2020), registou-se uma queda de 32% no número de pedidos. No acumulado do primeiro semestre do ano, as solicitações de seguro de desemprego ascenderam a 3,95 milhões, num aumento de 14,8% em relação ao período homólogo do ano passado.

Os dados foram divulgados esta quinta-feira pelo Ministério da Economia, que indicou que, tendo em conta os dados de junho, o número total de pedidos do benefício subiu para 2,59 milhões desde a segunda quinzena de março, quando a economia brasileira começou a sentir os efeitos da pandemia do novo coronavírus.

De acordo com a tutela, os três estados com maior número de pedido em junho foram São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Sobre o perfil dos requerentes, 39,6% eram mulheres e 60,4% homens. A faixa etária que concentrou a maior proporção de pedidos era de 30 a 39 anos, com 32,1%. Em termos de escolaridade, 59,9% tinham ensino secundário completo”, indicou a pasta em comunicado.

Após a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter decretado em março pandemia mundial pelo novo coronavírus, os estados brasileiros começaram a anunciar progressivamente medidas de isolamento social que, consequentemente, acabaram por causar impactos na economia.

Grande parte dos setores comerciais e serviços foram encerrados nas semanas seguintes ao decreto da OMS, com apenas as atividades consideradas essenciais em funcionamento.

Atualmente, num momento em que os números de novos infetados pelo vírus ainda continuam elevados, grande parte dos estados do Brasil já começam a reabrir gradualmente a sua economia.

O Brasil, segundo país com maior número de mortos e infetados pela Covid-19, totaliza 1.713.160 milhões de infetados e 67.964 óbitos, informou na quarta-feira o Ministério da Saúde.