Há mais famílias a pedir ajuda às câmaras para pagar a renda de casa ou o empréstimo bancário, desde a declaração do estado de emergência e o confinamento para conter a evolução da pandemia em Portugal, segundo relata o Jornal de Notícias. O diário avança que serão, pelo menos, cinco mil famílias. A perda de rendimentos devido ao layoff ou desemprego fez disparar os pedidos e o valor dos apoios municipais varia dos 60 até aos 500 euros, sendo em média entre os 100 e os 200 euros.

O município de Oeiras, por exemplo, que comparticipa o pagamento da renda de casa através do Fundo de Emergência Social, já alertou para um aumento de 60% no número de pedidos. Desde o dia 18 de março, já deferiu 121 solicitações, que custaram mais de 138 mil euros.

Em Lisboa, o subsídio ao arrendamento, lançado em 2013, já chegou a 971 famílias. De momento, tem 238 beneficiários. A Câmara de Lisboa aprovou, entretanto, o Fundo de Emergência Social Covid-19, dotado de 2,5 milhões de euros, para apoio a famílias afetadas pela pandemia, incluindo o apoio às rendas. “Abriremos mais uma edição do subsídio municipal de arrendamento até outubro, após o fim das moratórias do Governo”, garante a autarquia. O valor médio do apoio é de 136 euros, mas pode chegar aos 250. Em Sintra, é o fundo de emergência social que socorre 304 famílias, com um plafond máximo anual por agregado de mil euros.

No Porto, escreve o Jornal de Notícias, o programa de apoio às rendas ou ao empréstimo de habitação, o Porto Solidário, ajudou 2336 agregados em seis anos. Atualmente, contempla 763 beneficiários e decorre uma nova fase de candidaturas.
A vereadora Ana Valentim, da Câmara de Leiria, confirma que é um facto que, decorrente da pandemia, “se verificou um aumento do número de candidaturas ao programa de comparticipação ao arrendamento”, que integra 180 famílias e suporta 40% do valor da renda. Relatos que se repetem um pouco por todo o país.

Três municípios — Bragança, Faro e Tavira — estão a criar apoios. Bragança arranca este mês e gastará 12 795 euros para ajudar 27 famílias. Em Faro, já foram aprovadas dez candidaturas, que receberão, em média, 212 euros.