O Estado de Israel processou a Volkswagen AG e o importador das marcas do grupo para o país, a Champion Motors, por um valor de 135 milhões de euros. O motivo alegado tem a ver com fraude e negligência associadas ao caso Dieselgate.

O processo foi apresentado junto do tribunal de Tel Aviv, tendo por base o alegado facto de a VW, a Audi e a Champion Motors terem comercializado cerca de 12.000 veículos equipados com o motor EA189, um turbodiesel com versões 1.6 TDI e 2.0 TDI. Israel acusa a Volkswagen de ter utilizado software falsificado para enganar as autoridades do país, ao declarar que aqueles motores respeitavam os limites impostos pelas regras ambientais, o que se veio a provar que não acontecia em condições reais de utilização.

Os israelitas sustentam ainda que, caso fossem conhecidos os valores reais das emissões, as 12.000 unidades não teriam visto a sua comercialização no país aprovada, sendo pois responsáveis pela emissão de 3881 toneladas de NOx. Os responsáveis pelo país associam as emissões acima das expectativas a um incremento das doenças devidas aos problemas com a qualidade do ar e degradação da saúde pública.

Apesar da aparente fúria do Estado de Israel, mesmo que este consiga provar a culpa, a multa será uma gota de água face à verba que a Volkswagen AG já se viu obrigada a desembolsar nos EUA, onde o acordo envolveu um pagamento de 22 mil milhões de dólares.