Os trabalhadores do Estaleiro Municipal da Amadora estão apreensivos com o caso de um colega infetado pela Covid-19, disse esta sexta-feira fonte dos representantes dos funcionários, enquanto a autarquia garante que qualquer “situação positiva” é acompanhada pela Saúde Pública.

Em declarações à Lusa, Virgulino Boto, representante dos trabalhadores e do STAL (Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins) explicou que os funcionários estão “apreensivos e com receios” pela existência de um caso positivo entre os cerca de 300 trabalhadores.

“Temos confirmado um caso, um trabalhador da higiene, da seção de lavagem e higienização das viaturas de recolha dos resíduos urbanos. Os trabalhadores estão com ‘stress’, ansiedade, com receio pelas suas famílias”, avançou.

De acordo com Virgulino Boto, “alguns trabalhadores já fizeram o teste por iniciativa própria” devido a terem sintomas de febre, mas nenhum deu positivo, e agora com este caso pedem aos serviços técnicos da Câmara da Amadora que façam testes a todos os trabalhadores.

“Alguns estiveram em contacto com o caso positivo, mas foram autorizados a ir trabalhar”, explicou, lembrando, no entanto, saber de “dois ou três trabalhadores que não estão ao serviço”.

Porém, o responsável desconhece a razão da ausência, afirmando que as “suspeitas, nesta altura, vão sempre ter à Covid”. “É por isso que os trabalhadores querem fazer o teste à Covid-19”, reiterou.

A Câmara Municipal da Amadora referiu, numa resposta enviada à Lusa, que os serviços de higiene urbana “estão a funcionar normalmente”, salientando que “qualquer situação positiva é acompanhada pela Unidade de Saúde Pública da Amadora”.

Segundo Virgulino Boto, trabalham no Estaleiro cerca de 300 trabalhadores, distribuídos pelos períodos diurno e noturno, nas áreas dos resíduos sólidos urbanos, nas oficinas de mecânica e serralharia e nas brigadas de construção civil, além dos escritórios, onde se encontram os assistentes técnicos e os técnicos superiores.

Virgulino Boto acrescentou que os trabalhadores “não têm falta de equipamento de proteção”, mas que, apesar das máscaras que são distribuídas terem características técnicas que permite o uso durante dois dias, foi pedido aos serviços que lhes fosse distribuídas diariamente.

“Agora com o calor, andar na recolha do lixo no mínimo seis horas com a mesma máscara, já não se consegue usar no outro dia”, disse, avançando que os serviços já foram sensibilizados para a questão.