A Mesa Nacional do BE, órgão máximo entre convenções, reúne-se este sábado e debate as prioridades programáticas para o próximo ciclo eleitoral, considerado pelos bloquistas uma parte do “caminho de alternativa que responda pelo emprego e pelos serviços públicos”.

Esta reunião volta a acontecer por videoconferência devido à pandemia de covid-19, estando prevista para este sábado à tarde, na sede do partido, em Lisboa, a habitual conferência de imprensa da líder do BE, Catarina Martins, para apresentar as conclusões.

Fonte oficial do BE adiantou à agência Lusa que a Mesa Nacional vai debater “as consequências da devastação social provocada pela pandemia e os caminhos de uma alternativa que responda pelo emprego e pelos serviços públicos”.

“O próximo ciclo eleitoral, com as regionais dos Açores e as eleições presidenciais e autárquicas, é parte deste caminho para uma alternativa que responda pelo trabalho e pelos serviços públicos”, referiu a mesma fonte.

Na perspetiva dos bloquistas, “o alinhamento entre PS e PSD impediu, desde logo no Orçamento Suplementar, uma resposta estrutural à crise” provocada pela pandemia.

“O Bloco de Esquerda continuará a bater-se por um projeto económico que não deixe ninguém para trás e que, protegendo emprego e salários, permita reconstruir a economia”, afirmou.

Desde o início da legislatura, segundo a mesma fonte, o BE “empenhou-se num caminho que recupere os direitos de quem trabalha, combatendo a precariedade do trabalho e garantindo estabilidade, e que reforce os serviços públicos essenciais”.

“Os últimos meses provaram como era fundamental este caminho: se a resposta do SNS [Serviço Nacional de Saúde] tem sido essencial para salvar vidas e combater a pandemia, a vaga de despedimentos de trabalhadores precários mostra como é importante rever a legislação laboral e garantir estabilidade no emprego”, defendeu.

Em 03 de julho, após a aprovação, em votação final global, do Orçamento Suplementar, Catarina Martins considerou que este documento “não é uma primeira parte do Orçamento do Estado”, mas avisou que o que está a acontecer neste momento no país “é um acordo” entre PS e PSD.

“E na verdade o que estamos a observar neste momento no país é um acordo – chame-se negociação ou não – entre PS e PSD”, avisou então.

No dia seguinte, numa ação no Porto, a líder do BE afirmou que a atual legislatura “tem sido, infelizmente, a história das recusas do Partido Socialista”.