Milhares de pessoas protestaram, este sábado, na Praça Rabin em Tel Aviv contra o primeiro-ministro israelita e a falta de resposta do governo a nível económico à pandemia de Covid-19.

De acordo com a Associated Press, o protesto foi organizado por desempregados, trabalhadores independentes, empreendedores e patrões e, segundo o Times of Israel, juntou cerca de 10 mil manifestantes. Apesar de usarem máscaras, aparentemente não foi respeitada a distância de segurança.

A polícia ainda limitou o número de pessoas que se juntou na praça, mas as ruas em redor encheram-se de manifestantes, lê-se na Reuters. 20 pessoas acabaram detidas depois de confrontos com a polícia, refere o Haaretz.

Israel registou um aumento de 21% na taxa de desemprego e muitos acusam o executivo de nada ter feito para apoiar as pessoas que perderam os seus empregos devido às medidas para controlar o surto do novo coronavírus no país.

Não trabalhamos há quase cinco meses e infelizmente a maioria de nós não recebeu qualquer compensação por parte do governo israelita”, afirmou um dos manifestantes à Associated Press.

O primeiro-ministro impôs, esta semana, novas medidas restritivas, obrigando vários negócios a voltarem a fechar portas, para tentar conter a nova vaga de infeções, que surgiu depois de uma reabertura da economia. Segundo a Reuters, até ao momento foram pagos menos de 50% dos 29 mil milhões de dólares — cerca de 25,7 mil milhões de euros — prometidos em ajudas económicas.

Este domingo, Benjamin Netanyahu, cuja popularidade tem caído a pique, e o ministro das Finanças israelita submeterem ao governo parte do novo pacote de ajuda financeira, que prevê, segundo o Jerusalem Post e o Times of Israel, subsídio de desemprego por um ano — sendo que as regras para se aceder a este subsídio serão alteradas para que mais pessoas estejam elegíveis a recebê-lo — e um apoio às empresas com base nos seus prejuízos.

“Amanhã [segunda-feira] apresentaremos o resto do plano ao governo”, afirmou Netanyahu. Israel tem registado mais de 100 novos casos de infeção por dia. Segundo Times of Israel, contabilizam-se mais de 38 mil infeções e 358 mortes desde o início da pandemia.