Robert de Niro cortou para metade a “mesada” que dá à mulher, de quem está separado, para 50 mil dólares por mês – mais de 44 mil euros – porque os seus investimentos e negócios sofreram um grande impacto devido à pandemia de Covid-19. A advogada de De Niro, Caroline Krauss, disse ao tribunal que o ator norte-americano, “com sorte”, talvez consiga ganhar 7,5 milhões de dólares este ano.

O ator, que tem 76 anos, participou através de Skype numa audiência no supremo tribunal de Manhattan, no final da semana passada. Essa foi uma audiência convocada de emergência porque os advogados de Grace Hightower se queixaram após ter sido reduzido de 100 mil para 50 mil dólares o limite mensal do cartão de crédito American Express que foi entregue à mulher desde que os dois se separaram após 21 anos casados.

Os termos do divórcio estão a ser negociados, com o casal separado desde abril de 2018. Enquanto esse processo decorre, a mulher ficou com direito a usar esse cartão com limite de 100 mil dólares por mês, segundo o New York Post.

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Os advogados de Grace Hightower, que tem 65 anos, acusam Robert de Niro de usar a pandemia para “provocar” a ex-mulher, com quem ainda está legalmente casado. Além disso, acusam o ator de não deixar que os filhos do casal, que têm 8 e 21 anos, visitem a propriedade onde De Niro tem estado durante esta pandemia, no estado de Nova Iorque.

Em resposta, os advogados do ator argumentam que a decisão de reduzir a “mesada” de Grace Hightower tem plena justificação no facto de, por exemplo, a cadeia de restaurantes e hotéis detida (em parte) por De Niro, a Nobu, ter tido prejuízos de 3 milhões de dólares em abril e de 1,87 milhões em maio. A cadeia de hotelaria e restauração terá recorrido, até, aos programas estatais de apoio às empresas.

De Niro é, também, sócio de um hotel chamado Greenwich, que está fechado devido à pandemia. Segundo o New York Post, De Niro teve, até, de obter um empréstimo junto de sócios seus para poder participar num reforço de capital num dos seus investimentos – e teve de o fazer “porque ele não tinha dinheiro” para conseguir fazer esse aporte.

A advogada de De Niro sublinhou que os termos do acordo pré-nupcial que o casal assinou, em 2004, preveem que o ator só tenha de pagar 1 milhão de dólares anuais à mulher enquanto De Niro mantenha a capacidade de ganhar 15 milhões (ou mais) por ano. Caso o ator não consiga esse nível de rendimento, os pagamentos à mulher em caso de separação baixariam proporcionalmente, segundo os advogados do ator que tem uma fortuna avaliada em 500 milhões de dólares.