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Prepare-se para o dia mais quente do ano (até ver). Na quinta-feira temperaturas vão rondar os 40 graus

Ao alerta das trovoadas secas soma-se aquele que será, até à data, o dia mais quente do ano. Na próxima quinta-feira os termómetros vão subir até aos 42º em Évora e aos 39º em Lisboa.

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Até ao próximo domingo não espere que os termómetros desçam dos 30º em quase todo o país

ANTÓNIO JOSÉ/LUSA

Até ao próximo domingo não espere que os termómetros desçam dos 30º em quase todo o país

ANTÓNIO JOSÉ/LUSA

A semana começa com tempestades e continua com tempo muito quente, naquela que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IMPA) considera ser a primeira grande onda de calor deste verão. Até ao próximo domingo não espere que os termómetros desçam dos 30º em quase todo o país e prepare-se mesmo para provavelmente aquele que será, até agora, o dia mais quente do ano: quinta-feira.

Prepare-se que vai ficar ‘quentinho’

As previsões apontam para que as temperaturas ultrapassem os 40º em muitas, mas mesmo muitas cidades portuguesas, sobretudo no interior, e fiquem acima dos 35º nas restantes. Só para lhe dar uma ideia, Évora e Santarém, por exemplo, podem chegar aos 42º, Beja aos 40º e Lisboa aos 39º nessa quinta-feira.

E as noites vão ser tropicais, com noites a rondar os 20 graus.

39º em Lisboa

O Porto, talvez das cidades mais ‘frescas’, nos 33º

Bragança, bem lá em cima, nos 34º

Évora vai chegar aos 42º

Beja aos 40º

35º no Algarve

38º em Coimbra

42º em Santarém, tal como em Évora

E 32º na Guarda

Contudo, há alertas. O IPMA avisa para a grande possibilidade de trovoadas secas ao longo deste domingo e não foi uma mera informação meteorológica. Foi um aviso de perigo iminente que, infelizmente, chegou tarde para o bombeiro que morreu no incêndio na Lousã. Porque se há quem conheça o risco destas tempestades são os especialistas nos fogos: as trovoadas secas são fenómenos atmosféricos em que toda – ou quase toda – a precipitação se evapora antes de chegar ao solo e os relâmpagos que produzem são uma das principais causas dos maiores incêndios mundiais.

Proteção Civil faz aviso à população para risco de incêndio devido a instabilidade meteorológica

Este tipo de trovoadas secas, onde há grandes descargas elétricas mas quase não chove, acontecem em todo o mundo, mas ocorrem frequentemente nas zonas mais secas: África, algumas partes dos EUA, Ásia, Austrália e Nova Zelândia. Por isso, tal como agora fez o IPMA, o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos e outras agências em todo o mundo emitem previsões da probabilidade delas ocorrerem em determinadas áreas, pondo em alerta os bombeiros e a proteção civil locais.

Pedrógão Grande. O que é a trovoada seca e como pode provocar um incêndio?

Em Portugal, as trovoadas secas não são raras, mas também não acontecem frequentemente: são um fenómeno conhecido nas regiões mais secas, como o interior, e foram muito faladas como uma das possíveis origens do incêndio de Pedrógão Grande, em 2017.

Nos casos mais extremos, elas ocorrem em desertos, ou onde a humidade é muito baixa, o que faz com que o ar seco absorva toda a precipitação antes de chegar a terra. Há zonas áridas em que a chuva passa do estado líquido ao gasoso e fica suspensa no ar, algo a que no oeste dos EUA costumam chamar ‘chuva fantasma’.

(neste mapa, que pode percorrer na barra cá em baixo ao longo dos dias da semana, ou na lateral à direita segundo as condições atmosféricas que selecionar, pode ver como se acumula energia sob a Península Ibérica, o que dá origem às trovoadas secas)

Fortes rajadas de vento que espalham as labaredas

Sendo a causa natural mais comum para os incêndios florestais, devido às enormes descargas elétricas que produzem — sob a forma de relâmpagos –, há um outro, talvez ainda maior, perigo associado a estas trovoadas secas no que diz respeitos aos incêndios: as fortes rajadas de vento à superfície que produzem e que ajudam a espalhar, às vezes de forma descontrolada, as labaredas.

Estes ventos fortes surgem por causa da evaporação da chuva: quando a precipitação se condensa ao embater com o ar quente da superfície do solo, faz com que haja uma refrigeração do ar à volta da tempestade. Este ar frio desce (e o quente sobe, é uma regra da Física), mas neste caso isso acontece muito rapidamente, espalha-se ao impactar com o solo e faz com que aconteçam fortes e dispersas rajadas de vento. Se o relâmpago já tiver pegado fogo à vegetação, este vento espalhará rapidamente as chamas, às vezes em diferente frentes e direções, tornando muito difícil o combate ao fogo, sobretudo se ele acontecer em zonas de acesso difícil.

Lousã. Origem do fogo foi trovoada seca

Para piorar a situação destas trovoadas secas e dos incêndios por elas causados, há ainda um outro fenómeno, a que os meteorologistas chamam nuvens cumuliformes. Estas nuvens podem formar-se sobre os grandes fogos, nas zonas mais frias da atmosfera, quando o solo está muito quente. Formam como que pequenos tornados, com material do incêndio, o que aumenta o potencial elétrico e a produção de mais relâmpagos, espalhando material incandescente. A tempestade perfeita.

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