São apenas 22 segundos. “Mauricio Pochettino foi despedido…”, diz um jornalista. “Parece o final de uma era…”, acrescenta outro comentador. “Nós temos de fazer aquilo que nós achamos que é o melhor para o clube”, atira em entrevista o presidente Daniel Levy. “E só o tempo poderá dizer se foi a decisão certa”, acrescenta enquanto as imagens já começam a focar a apresentação das instalações a José Mourinho. Os jogadores do Tottenham, esses, estão juntos numa sala de reuniões e depois na zona de refeições, com caras entre o espanto de Harry Kane e a desconfiança de Eriksen. Em 22 segundos, a Amazon lançou o documentário “All or Nothing” que irá ser lançado no verão e contará a época dos spurs, que passaram de finalistas vencidos da Champions à luta por uma vaga na Liga Europa da próxima temporada entre várias desilusões. Mas o que representam aqueles 22 segundos?

“Tentei esquecer que eles estavam cá. Se me perguntarem se gostei da experiência, direi que não. Não gosto da sensação de estar no Big Brother mas tentei esquecer que eles cá estavam e penso que fui bem sucedido a maior parte do tempo. Não tenho ideia do que vai sair e não me interessa. Nada é mentira, é tudo real. Penso que deve ter sido ótimo para eles porque tinham o dia-a-dia de um clube, de um balneário… Ninguém fingiu nada. Vai mostrar-se o que aconteceu. Se vou vê-lo? Não, não é algo que eu queira ver, porque sei melhor do que ninguém o que lá aconteceu todos os dias. Mas penso que pode ser muito interessante para as pessoas que gostam de futebol e desporto. Será muito bom para essas pessoas”, comentou Mourinho a propósito de um documentário que, segundo a imprensa inglesa, contribuiu também para ir deteriorando as relações entre Levy e Pochettino.

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