A Grécia vai reabrir os seus aeroportos a voos do Reino Unido a partir de quarta-feira, mas exigirá aos passageiros a apresentação de um teste negativo ao novo coronavírus realizado até três dias antes.

Segundo o porta-voz do Governo grego, Stelios Petsas, ao Reino Unido seguir-se-á a Suécia, a 22 de julho, e, no final do mês, os Estados Unidos, todos na condição da apresentação de testes à Covid-19.

A Grécia retomou as ligações aéreas com 29 países a 15 de junho, lista que alargou a mais 46 países a 1 de julho, mas não impôs nesses casos a apresentação de testes pelos passageiros, prevendo apenas fazer testes aleatórios. Esta condição foi também imposta por Atenas na única fronteira terrestre que reabriu, a de Promachonas, na fronteira com a Bulgária.

O porta-voz disse que haverá um controlo da autenticidade dos testes e que estão previstas sanções para eventuais falsificações. O executivo grego, liderado pelo conservador Kyriakos Mitsotakis, visa com estas medidas controlar o aumento de casos de infeção pelo SARS-CoV-2 no país, sem restringir o turismo, o grande motor da economia da Grécia, responsável por mais de 20% do Produto Interno Bruto (PIB).

Nas últimas semanas, o país regista um número médio diário de cerca de 30 novos casos, face a menos de uma dezena antes de 1 de julho, destacando-se nos novos contágios casos que não estão relacionados com outros infetados.

Desde o início da pandemia, a Grécia regista 3.803 casos de infeção e 193 mortes associadas à Covid-19. O Reino Unido é o país europeu mais afetado pelo novo coronavírus, com 44.819 mortos em mais de 289 mil casos, mas é também um dos principais mercados da indústria turística grega. A Suécia, por seu lado, regista 74.898 casos e 5.526, uma incidência bastante superior à de outros países europeus com população semelhante. Os Estados Unidos são o país do mundo com mais mortos (135.205) e mais casos de infeção confirmados (mais de 3,3 milhões).

Desde que foi identificado o primeiro caso de infeção pelo novo coronavírus, em dezembro na China, a pandemia de Covid-19 já infetou quase 13 milhões de pessoas em todo o mundo.