O chefe da oposição da Nova Zelândia está demissionário deixando o Partido Nacional sem liderança antes das eleições legislativas em que o centro-direita tem de se defrontar contra a primeira-ministra Jacinda Ardern.

Através de um breve comunicado, Todd Muller anunciou a demissão da liderança do Partido Nacional, de centro-direita, afirmando que “não é a melhor pessoa” para ocupar o cargo alegando igualmente motivos de saúde. “É mais importante do que nunca que o Partido Nacional da Nova Zelândia encontre um dirigente que sinta confortável no cargo”, afirmou Muller.

No final do mês de maio, Todd Muller afastou da liderança Simon Bridges, cuja popularidade se encontrava muito em baixo, mas nem mesmo essa medida se refletiu nas últimas sondagens que situam o Partido Trabalhista da primeira-ministra bem posicionado para as eleições marcadas para 19 de setembro. “Este cargo custou-me um elevado preço, a mim e à minha família e tornou-se insustentável em termos de saúde” declarou o líder demissionário, de 51 anos de idade.  Muller não especificou os problemas médicos invocados.

Segundo notícias publicadas em Wellington, Todd não participou hoje numa teleconferência que tinha sido convocada de urgência pelo partido. Entretanto, a primeira-ministra saudou Muller e a família do líder da oposição demissionário.”Onde quer que uma pessoa se situe no Parlamento, a política é sempre difícil”, disse Jacinda Arden.

Os membros do Partido Nacional devem reunir-se de emergência para nomearem um novo líder.  De acordo com as sondagens, o Partido Nacional tem 38% de apoio dos neozelandeses contra os mais de 50% do Partido Trabalhista, resultado atingido em virtude das medidas adotadas pela primeira-ministra face à crise sanitária provocada pela Covid-19.

O arquipélago, com cinco milhões de habitantes registou 221 casos de Covid-19 desde o início da pandemia. O líder demissionário do partido da oposição manifestou intenção de manter o cargo como deputado.