Era o primeiro jogo da retoma, ninguém dava muito por ele, também não teve propriamente muitas oportunidades ou motivos de interesse, foi resgatado por um dos melhores golos do Campeonato. O Portimonense de António Folha continuava a ter os mesmos jogadores de qualidade acima da média mas nunca encontrou o equilíbrio para colocar esse protagonismo individual ao serviço do coletivo. Com isso, e depois dos quatro pontos nas primeiras duas jornadas, a equipa teve duas séries de nove jogos consecutivos sem ganhar (quatro empates, cinco derrotas) com uma vitória frente ao Famalicão pelo meio. Paulo Sérgio assumiu o comando técnico mas nem assim as coisas se alteraram, com dois empates e duas derrotas que deixavam os algarvios numa posição complicada.

O grande golo de Lucas Fernandes frente aos Gil Vicente funcionou como clique para o cenário (e o contexto, por acréscimo) mudar. Sete meses depois, com a pandemia pelo meio, o Portimonense voltava a ganhar. E a seguir conseguiu ainda resgatar um empate frente ao Benfica a perder por 2-0 ao intervalo, ficou perto de aguentar uma vitória importante na Cidade do Futebol diante do Santa Clara que conseguiu a igualdade de penálti nos últimos minutos, assegurou pela primeira vez na temporada dois triunfos consecutivos com o Marítimo e em Famalicão. É certo que outras equipas como o P. Ferreira conseguiram também elas arrancar bem depois da paragem mas o cenário em relação à luta pela descida estava diferente. Vejamos: à 24.ª jornada tínhamos Portimonense 16, P. Ferreira 22, Marítimo 24, Tondela 25, Belenenses SAD 26, V. Setúbal 28; à 29.ª jornada já tínhamos Portimonense 27, V. Setúbal 30, Tondela 30, Belenenses SAD 31, P. Ferreira 31, Marítimo 31.

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