O Festival de Cinema AVANCA tem este ano mais filmes a concurso nas diferentes categorias, oriundo de vários países e a solução face à pandemia foi optar pela exibição em “drive-in”, revelou esta quarta-feira a organização.

António Costa Valente, diretor do Cine Clube de Avanca, disse que a opção por projetar os filmes em espaços abertos para as pessoas verem dentro dos seus carros “obriga a uma programação diferente” e anunciou que é introduzida na edição deste ano a música, antecedendo as projeções.

Valente falava na conferência de imprensa de apresentação do Festival, em que revelou que o primeiro desses momentos vai ser já dia 22, pelas 21h30, com Luís Portugal, sendo que “a segurança é a palavra crucial da edição de 2020”.

Quanto ao Festival propriamente dito, o responsável pelo Cine Clube de Avanca revelou que este ano participam mais filmes, com mais de uma centena de projeções, entre longas metragens, curtas e documentários, sobretudo de realidade virtual, selecionados de um universo de 3653 obras de 128 países.

Quanto aos filmes de realidade virtual, Valente lamenta que a pandemia torne difícil a exibição dos trabalhos selecionados, que, tendo a visualização de ser individual, “obriga a um tempo de espera entre um espetador e outro mais alargado”.

Na competição de televisão chegam ao festival documentários “de todo o mundo” e na competição AVANCA, em que são premiados filmes de produção regional, há este ano três longas metragens, a primeira das quais exibida no próximo domingo.

Completa o festival uma vertente formativa, com mais de uma centena de conferências e palestras em que participam especialistas estrangeiros e de várias instituições de ensino superior portuguesas.

Diamantino Sabina, presidente da Câmara de Estarreja, coorganizadora do Festival, destacou o apoio do fundo criado pela autarquia, ainda que de recursos limitados, para apoiar a produção local, “que pode ajudar a fazer coisas interessantes e a produzir bons filmes”.

Isabel Simões Pinto, vereadora da Cultura enalteceu a forma como o Cine Clube, “depois de três meses de confinamento, encarou o desafio para fazer algo diferente, reinventando o Festival e permitindo levar a cultura a casa das pessoas”.