O candidato à liderança do PS/Madeira Paulo Cafôfo disse esta quarta-feira, no Funchal, que o seu projeto visa a “mudança política” na região autónoma, indicando também que pretende “modernizar” e “inovar” a estrutura regional do partido.

Vamos inovar e nesta inovação haverá novas estruturas dentro do partido”, afirmou, sublinhando que tenciona abrir “outros espaços” à participação dos militantes e, simultaneamente, apostar na “modernização e valorização” das estruturas existentes, como as comissões concelhias, a Juventude Socialista e o Departamento de Mulheres Socialistas.

Paulo Cafôfo fez estas declarações após a entrega da moção global da sua candidatura, intitulada ‘Avançar a Madeira pelas pessoas’, na Comissão Organizadora do XIX Congresso Regional do PS, agendado para os dias 19 e 20 de setembro, no Funchal.

Antes, em 25 de julho, decorrem as eleições, sendo que Paulo Cafôfo é, para já, o único candidato à liderança da estrutura regional, atualmente presidida por Emanuel Câmara.

Cerca de 2.000 militantes estão em condições de exercer o direito de voto.

Continuamos a apostar num projeto que continuará a perseguir um objetivo claro, que é a mudança política na nossa região, essa mudança que tentámos em 2019 [nas legislativas], onde tivemos um resultado histórico”, declarou.

Paulo Cafôfo encabeçou a lista do PS às eleições regionais de 2019, nas quais o partido obteve o melhor resultado de sempre, elegendo 19 deputados, num total de 47 que compõem o parlamento da Madeira, onde têm assento também 21 deputados do PSD, três do CDS-PP, três do JPP e um do PCP.

Sinto a responsabilidade de fazer este partido crescer e de construir projetos que possam ter a confiança dos madeirenses e porto-santenses”, disse, sublinhado que o “trabalho” vai começar já pelo “grande desafio” das eleições autárquicas de 2021.

Paulo Cafôfo foi eleito presidente da Câmara Municipal do Funchal em 2013, como independente, à frente da coligação Mudança (PS/BE/PTP/MPT/PND/PAN), derrotando o PSD, que governava o município desde sempre, e em 2017 foi reeleito pela coligação Confiança (PS/BE/JPP/PDR/Nós, Cidadãos).

Em 2019, deixou a autarquia para encabeçar a lista do PS às eleições regionais e, no mesmo ano, tornou-se militante do partido, condição essencial para poder concorrer à liderança.

Eu quero que o partido seja um partido unido, este é um projeto de união, um projeto de proximidade e um projeto de inovação dentro do Partido Socialista, num novo ciclo e numa nova página que se abre dentro da longa história deste partido”, afirmou.