A União Geral dos Trabalhadores dos Açores (UGT/Açores) disse esta quinta-feira pretender o “arranque urgente” de um plano estratégico de recuperação económica e social, para “relançar a economia” regional após as consequências da pandemia da Covid-19.

Segundo o líder da UGT/Açores, Francisco Pimentel, que falava em conferência de imprensa em Ponta Delgada, a central sindical “reivindica o arranque urgente de um plano estratégico de recuperação económica e social”.

Este plano deve assegurar “a sobrevivência e afirmação das empresas, nomeadamente as do setor do turismo”, garantir os “postos de trabalho e a recuperação dos rendimentos totais dos trabalhadores”, e promover o “diálogo e a concertação social”.

Pedimos, em nome dos milhares de trabalhadores que estão ansiosos com a sua vida futura e das suas famílias, que o Governo Regional, este ou qualquer que for [eleito] nas próximas eleições, faça menos política de inaugurações e faça mais política que dê perspetivas de futuro”, declarou Francisco Pimentel.

O líder sindical referiu que os Açores precisam “urgentemente” de um “plano que dê perspetivas futuras”, tal como o Governo nacional fez com o plano elaborado pelo consultor António Costa Silva.

A UGT considerou como “ilusórios” os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Serviço Regional de Estatística (SREA), que apontam para uma descida do desemprego de 7,9% em 2019 para 7,2% no primeiro trimestre de 2020.

Não refletem a diminuição de empregos e o aumento de inativos resultante das medidas de confinamento obrigatório”, declarou Francisco Pimentel, acrescentando que os dados do INE e do SREA também não espelham os “mais de 11 mil trabalhadores” em layoff.

Segundo a central sindical, “se nada for feito” mais de 20 mil pessoas poderão ficar desempregadas até final do ano: “Isto não é ser pessimista, isto, infelizmente, é ser realista”, afirmou.

O líder da UGT considerou o conjunto de 84 medidas de apoio à economia implementadas pelo Governo Regional como “insuficientes”, salientando que o “objetivo” já não é “compensar as perdas” provocadas pelo confinamento, mas antes “potenciar um novo desenvolvimento económico”.

A UGT pediu também políticas para fazer face à situação financeira “periclitante” do grupo SATA, salientando que a reestruturação da transportadora área “não pode ser feita” às custas do “bode expiatório” de existirem “trabalhadores a mais” na companhia regional.

A UGT/Açores defende uma gestão profissional e não política da SATA, que consiga a sua viabilização económica e financeira, com a salvaguarda absoluta dos postos de trabalho”, acrescentou.

Os Açores têm cinco casos ativos de Covid-19, quatro em São Miguel e um na ilha das Flores.