O Centro para as Migrações do Fundão pode vir a receber algumas das 500 crianças e jovens que Portugal vai acolher, oriundos de campos de refugiados na Grécia, anunciou esta sexta-feira a ministra da Presidência.

É nessa possibilidade que estamos a trabalhar. Há um conjunto de obras em curso neste edifício [Fundão] para acolher refugiados que, das mais diversas formas, procuram o nosso país. Temos agora em mãos um projeto que é o de acolher 500 crianças que procuram o nosso país e que vêm sozinhas, sem as suas famílias e, este espaço, com todo o trabalho que no município já se faz, pode ser um espaço importante e relevante para esse acolhimento”, explicou Mariana Vieira da Silva.

A governante visitou esta sexta-feira o Centro para as Migrações do Fundão, no Seminário Menor do Fundão, e aí realizou uma reunião de trabalho.

No final, deixou elogios por tudo aquilo que viu no Centro para as Migrações: “O trabalho que aqui se faz no Fundão é já muito positivo. Podemos sempre melhorar, aprender uns com os outros, com outros municípios e outras zonas do país e é isso que viemos aqui fazer. Procurar tornar um projeto, já tão ambicioso como este, ainda mais ambicioso e a acolher maior diversidade de pessoas”, sustentou.

Mariana Vieira da Silva não avançou, nem com datas para receber as crianças no Fundão, nem com o número de crianças e jovens que podem rumar a este centro.

Ainda estamos a trabalhar. Acho que podemos dizer que é um trabalho com muito futuro. Porque aqui, neste centro, há condições únicas. É preciso trabalhar em questões burocráticas. Estamos a trabalhar e certamente seremos bem-sucedidos. São muitas crianças, ainda só chegaram 25. Temos o propósito de poder receber até 500 crianças e jovens”, frisou.

O primeiro grupo de 25 menores não acompanhados vindos de campos de refugiados na Grécia já chegaram a Portugal e as próximas crianças irão chegar possivelmente no mês de setembro.

Nós recebemos as primeiras 25 crianças. As próximas chegarão por volta de setembro, ainda não temos uma data. Agora, as instalações que visitámos têm condições únicas para muito rapidamente se poderem preparar para essa receção”, sublinhou.

A governante realçou ainda que a diversidade linguística é a principal barreira a enfrentar.

Nós temos procurado resolvê-la, enfrentá-la, tendo mais pontos no país onde se pode aprender português (…) em diferentes horários, porque muitas vezes as pessoas já trabalham e têm dificuldade em encontrar um horário. Conhecer a língua e ter um percurso ou escolar ou profissional, conforme o caso, é o principal elemento da integração”, concluiu.