Há mais em comum entre o Ford Bronco e o Jeep Wrangler do que seria de imaginar. Históricos rivais no 4×4, os dois jipes partilham a nacionalidade, pois são ambos norte-americanos, e a ambição de se afirmarem como os melhores no fora de estrada. E tanto assim é que nem as respectivas denominações escapam a esta “batalha campal” pois, depois de a Ford ter escolhido o nome de um cavalo selvagem para designar o seu TT – na continuidade da lógica inaugurada em 1964 pelo Mustang -, a Jeep resolveu virar a página a mais de 40 anos de história e desistiu de usar o esquema de siglas com que vinha a denominar os sucessores do Willys. A escolha (dificilmente inocente) da marca recaiu no homem capaz de “domar” um Bronco, o wrangler – assim é chamado o responsável pelos cavalos nos ranchos norte-americanos.

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Concorrentes desde 1965, altura em que surgiu a primeira geração do Bronco, os jipes da Ford e da Jeep voltam a estar sob as luzes da ribalta devido à apresentação da sexta geração do Bronco, quebrando um interregno que durava há mais de 20 anos (a quinta geração deixou de ser produzida em 1996). E que, em vésperas de estreia, foi vítima de alguns percalços.

Apresentação do Ford Bronco deu bronca (a dobrar)

Sucede que, nestas duas décadas sem Bronco, o Jeep esteve “à vontade” para afirmar as suas capacidades e destreza no offroad, passando a figurar no top of mind dos mais aventureiros, sempre que o tema versa sobre incursões em terrenos inóspitos. Daí que a Goodyear tenha entendido por bem chamar “Wrangler” a uma linha de pneumáticos que concebeu, justamente, para resistir às agruras do todo-o-terreno. Ora, ironicamente, foram esses os pneus que o Bronco teve de montar no processo de desenvolvimento de algumas das suas versões, vendo-se obrigado a ostentar na lateral o nome do arqui-rival.

A situação causaria algum embaraço, em termos de marketing, pelo que a Ford solicitou que o nome do pneu fosse eliminado. Condição a que o fabricante terá acedido, porém, o nome só não é visível quando o pneu está montado. Uma vez desmontado, lá está, no “ombro” interior, a indicação de que o Bronco calça Wrangler…

Independentemente disso, a Jeep não quer ficar a marcar passo e, como tal, fez saber que tem na calha quer uma versão do Wrangler animada por um V8 com 450 cv, quer a variante híbrida plug-in.