O PS destacou este domingo a “capacidade de renovação” do partido com mudança de liderança em nove das 19 federações distritais que foram a votos entre sexta-feira e sábado, salientando que foram cumpridas todas as normas sanitárias impostas pela pandemia.

“As eleições federativas deste fim de semana mostram a grande vitalidade democrática do Partido Socialista […]. O PS sai mais forte e mais mobilizado para continuar a servir o país em todo o território nacional e em todas as comunidades locais”, afirmou o secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, numa nota enviada à imprensa.

José Luis Carneiro destacou ainda “o reforço da participação eleitoral”, considerando que o PS venceu as limitações impostas pela pandemia de covid-19 que, entre outras medidas, “exigiu o recurso ao voto eletrónico em Lisboa e Vale do Tejo”.

O secretário-geral adjunto socialista referiu ainda que estes atos eleitorais permitiram “a renovação e o rejuvenescimento” das estruturas dirigentes do PS e “o desenvolvimento das novas estruturas das mulheres socialistas”.

No total, estavam habilitados a participar nestes atos eleitorais por todo o país mais de 50 mil militantes, tendo o PS informado que a participação “foi de 56,3%, distribuída por 574 secções de voto”.

No total das 19 federações (Açores e Madeira não estão incluídos neste ciclo eleitoral), o PS mudou de líder em nove: Nélson Brito (Baixo Alentejo), Vítor Pereira (Castelo Branco), Nuno Moita (Coimbra), Luís Dias (Évora), Alexandre Lote (Guarda), Walter Chicharro (Leiria), Ricardo Pinheiro (Portalegre), Hugo Costa (Santarém) e José Rui Cruz (Viseu) são os novos líderes das estruturas locais eleitos para um mandato de dois anos.

De acordo com a nota do PS, renovaram o seu mandato à frente das respetivas Federações: Luís Graça (Algarve), Jorge Vultos Sequeira (Aveiro), Joaquim Barreto (Braga), Jorge Gomes (Bragança) Duarte Cordeiro (Federação da Área Urbana de Lisboa – FAUL), Carlos Bernardes (Federação Regional do Oeste – FRO), Manuel Pizarro (Porto), António Mendes (Setúbal), Miguel Alves (Viana do Castelo) e Francisco Rocha (Vila Real).

O PS assinala que 11 federações foram a eleições apresentando candidatos únicos e oito registaram disputas entre dois candidatos e que “a média de idades dos presidentes de federação baixou de 51,8 anos para 48,8 anos”.

O partido destaca ainda que estas eleições se realizaram “no absoluto respeito pelas normas sanitárias exigidas pelas autoridades de saúde”.

“Foram dadas indicações precisas a todas as estruturas para que tivessem álcool gel disponível, exigissem o uso de máscara a todos os participantes, higienizassem canetas que tivessem que ser partilhadas e evitassem as aglomerações, quer dentro dos locais de voto, quer nas suas imediações”, detalha a nota.

Nas secções correspondentes às freguesias e concelhos da Área Metropolitana de Lisboa abrangidas pelo estado de calamidade ou para os que nelas residem, foi adotado o sistema de voto eletrónico em exclusivo e, para os restantes militantes da FAUL, este foi facultativo, tendo optado pela via eletrónica “cerca de mil pessoas”.

Além dos presidentes de federação, foram ainda eleitos 4.551 delegados aos congressos federativos – que se realizem em 12 e 13 de setembro – de entre 6.393 candidatos a delegados efetivos, dos quais mais de 40% são mulheres, informou ainda o PS.

Foram ainda eleitas 17 presidentes federativas das Mulheres Socialistas: Tatiana Gouveia (Algarve), Rosa Venâncio (Aveiro), Laura Rodrigues (Baixo Alentejo), Palmira Maciel (Braga), Carla Sabim (Bragança), Paula Teixeira (Castelo Branco), Rosa Isabel Cruz (Coimbra), Elsa Rolo (Évora), Susana Amador (FAUL), Catarina Silva (FRO), Mara Lagriminha (Santarém), Isabel Borges Silva (Leiria), Margarida Curinha (Portalegre), Ana Santos (Setúbal), Patrícia Faro (Porto), Sandra Vieites (Viana do Castelo) e Vanda Batista (Viseu).