Os lanches de cerca de 1.000 alunos que frequentam as atividades de férias das escolas de Vila Nova de Gaia são fornecidos pela câmara local para evitar a partilha de lancheiras e de objetos, explicou esta segunda-feira o autarca local, Eduardo Vítor Rodrigues.

Em causa estão as crianças dos seis aos 10 anos que frequentam o ‘GaiaAprende+Férias’ – este ano dedicado à temática “Pelos Mundos da Cultura” – programa que permite aos pais e encarregados de educação ter uma alternativa de retaguarda no período de férias escolares, mas que este ano está a decorrer com várias restrições e novidades devido à pandemia da Covid-19 que já provocou mais de 606 mil mortos, incluindo 1.691 em Portugal.

Até aqui cada criança levava o seu lanche e a câmara programava e pagava as atividades, mas décimos incluir os lanches gratuitos no programa por uma questão de higiene”, descreveu esta tarde Eduardo Vítor Rodrigues numa reunião de câmara onde a medida foi aprovada por unanimidade.

Já informação camarária enviada à agência Lusa, descreve que “as medidas de prevenção adotadas para a retoma em segurança das atividades do ‘GaiaAprende+Férias’ preveem a troca de calçado à entrada das escolas, a interdição da entrada de brinquedos ou outros objetos, a testagem de todos os colaboradores e o limite máximo de dez crianças por grupo, com um assistente operacional dedicado exclusivamente a cada um’.

E, assim, para evitar também o transporte de lancheiras por parte dos alunos, a câmara de Gaia, no distrito do Porto, estendeu as medidas à entrega de lanches, uma medida que abrange cerca de 1.000 crianças e que acarreta um custo de cerca de 33 mil euros.

É uma necessidade de saúde pública e um esforço coletivo na prevenção e controlo da pandemia, garantindo assim a prossecução do interesse público e da proteção dos direitos e interesses dos cidadãos”, é descrito na informação da câmara.

Na reunião camarária desta tarde também foi aprovada por unanimidade a atribuição de cheques-oferta que podem ser trocados por material escolar a todos os alunos que frequentem escolas do concelho, conforme tinha sido anunciado na semana passada.

A câmara de Vila Nova de Gaia estima abranger 31.932 estudantes, num investimento total de cerca de 1,5 milhões de euros.

O apoio destina-se a todos os alunos do 1.º ciclo do ensino básico público e das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) que lecionem este ciclo, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico público, ensino secundário regular público e profissional e ensino artístico especializado, independentemente do seu escalão de IRS ou de abono de família, sublinhou.

Os estudantes dos 1.º e 2.º anos do 1.º ciclo do ensino básico recebem 30 euros e os dos 3.º e 4.º anos 45 euros.

Para os do 2.º ciclo do ensino básico o valor é de 45 euros, para os do 3.º ciclo sobe para os 50 euros e para os do ensino secundário regular e ensino secundário com cursos com planos próprios aumenta para os 65 euros.

Os alunos do ensino profissional vão receber cheques-oferta de 50 euros e os do ensino artístico especializado de 75 euros.

Eduardo Vítor Rodrigues destacou esta tarde que os cheques-ofertas terão de ser utilizados em estabelecimentos comerciais do concelho para “incentivar ao consumo no comércio local”.