Ninguém nasceu antes de 1990, só Coates, Acuña e Ristovski nasceram antes de 1995, Francisco Geraldes é o único com 25 anos, cinco jogadores nasceram já no século XXI. O onze que Rúben Amorim apresentou esta terça-feira contra o V. Setúbal, em Alvalade, foi o mais jovem a entrar em campo ao serviço de qualquer clube esta temporada na Primeira Liga. Com a média de idades a não ser superior a 23, os leões acabaram por superar a equipa do Famalicão contra o Moreirense, onde a média rondava os 23,02.

Amorim bem quer, Acuña continua a sonhar, a obra teima em não nascer (a crónica do Sporting-V. Setúbal)

Ainda assim, e apesar de ser notória a aposta na formação que está a ser feita no clube, os leões não foram além de um empate sem golos, somaram o segundo jogo seguido sem ganhar — algo que ainda não tinha acontecido na era Rúben Amorim — e não conseguiram carimbar desde já o terceiro lugar do Campeonato. Na despedida de Alvalade por esta temporada, a equipa somou ainda uma série de registos negativos: foi a primeira vez que não conseguiu ganhar em casa desde que Amorim chegou; acabou com uma série de nove vitórias seguidas caseiras para todas as competições; não marcou pela primeira vez em casa ao fim de 22 jogos e apenas pela segunda ocasião em toda a época; e só marcou um golo nos últimos quatro encontros.

Emanuel Ferro, o adjunto do Sporting, explicou na flash interview que “faltou sobretudo” a equipa criar mais situações de golo. “A estratégia do Vitória foi fechar-se muito lá atrás, tentámos quer em largura quer em jogo mais exterior. Não criámos tanto quanto queríamos. Foi um jogo muito quebrado”, disse Ferro, que falou depois sobre o dérbi da última jornada contra o Benfica, que vai também decidir quem fica no terceiro lugar da Primeira Liga.

“O objetivo é ganhar o jogo [com o Benfica]. Sabíamos que íamos ter dificuldades, diferentes das do próximo jogo, agora vamos preparar-nos para elas. O terceiro lugar será uma consequência, mas neste jogo podíamos ter feito coisas melhores. Foi difícil criar oportunidades mas mesmo assim tentámos coisas diferentes, no próximo jogo vamos focar-nos na vitória”, terminou Emanuel Ferro.

Do outro lado, Lito Vidigal revelou a conversa que teve com Rúben Amorim antes do apito inicial. “Antes de começar o jogo falei com o Rúben para lhe desejar sorte. Ele disse-me ‘coragem’ e respondi que não é coragem, mas respeito e gosto pelo Vitória. Sei que o risco é grande, mas estou a correr este risco porque gosto do Vitória e da cidade de Setúbal. Por isso estou aqui a dar tudo de mim, sempre contando com a atitude dos jogadores. Estamos numa fase dura da época. Nada está conseguido, mas este ponto deixa-nos respirar um pouco melhor. Agora temos um jogo importante para ganhar em casa. Vai ser muito difícil, mas vamos fazer tudo para ganhar e ficar na Primeira Liga”, contou o treinador sadino, que vai então procurar agarrar a manutenção na última jornada, contra o Belenenses SAD.