A Diretoria do Centro da PJ deteve três homens e constituiu onze arguidos na sequência de uma operação de combate ao tráfico de armas, na qual foram apreendidas diversas armas e mais de 9.200 munições, foi anunciado esta terça-feira.

No decorrer das 21 buscas domiciliárias realizadas, foram apreendidas 27 armas longas, 32 pistolas, 21 revólveres, sete pistolas transformadas ou em fase de transformação, oito armas de alarme, quatro armas brancas proibidas, sete detonadores e mais de 9.200 munições de calibres variados, entre outro material, afirmou a PJ, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

Os três detidos, com idades entre os 35 e os 61 anos, já foram presentes a primeiro interrogatório, tendo sido aplicada a um deles a medida de prisão preventiva e aos restantes dois a medida de apresentações periódicas às autoridades, anunciou.

No decurso das diligências, foram apreendidas ao principal suspeito armas de fogo indocumentadas, transformadas e em processo de transformação, uma arma de fogo dissimulada sob a forma de outro objeto (caneta pistola), silenciadores, partes essenciais de arma de fogo, armas brancas proibidas (facas de abertura automática e ponta e mola), bastões extensíveis, engenhos explosivos civis (detonadores pirotécnicos e elétrico) e explosivo civil (cordão detonante)”, salientou a PJ.

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Segundo a Diretoria do Centro, um dos arguidos, “a coberto de uma licença de colecionador”, que o habilita a possuir armas de fogo devidamente legalizadas, dedicava-se “à aquisição, transformação e venda ilícita de armas de fogo e munições, que fornecia a inúmeros indivíduos residentes em várias zonas do país”.

O arguido, um homem de 60 anos, está “fortemente indiciado” pelo crime de tráfico de armas, tendo sido preso preventivamente, afirmou esta terça-feira o diretor da Diretoria do Centro da PJ, Jorge Leitão.

Segundo Jorge Leitão, muitas das armas que o principal suspeito vendia não permitiam a sua transação por um civil, tendo sido apreendidas armas com “apetência para serem exclusivamente utilizadas por forças militares e forças de segurança”.

A operação, desenvolvida em três fases, contou com a colaboração de operacionais de Leiria e Guarda, e militares da GNR das Caldas da Rainha e agentes da PSP da Figueira da Foz, com a ação a representar “o culminar de uma investigação iniciada há cerca de dois anos”, vincou.

As buscas decorreram nos concelhos de Soure, Figueira da Foz e Nazaré.

Notícia atualizada às 15h com a informação de que há um suspeito preso preventivamente.