A Etiópia, o Egito e o Sudão alcançaram um “importante entendimento comum” nas discussões sobre uma megabarragem em território etíope que nos últimos meses tem levantado tensões regionais, anunciou esta terça-feira o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed.

Uma declaração do gabinete do primeiro-ministro refere que os três países alcançaram um “importante entendimento comum que possibilitará um acordo revolucionário”.

A declaração surge depois de fotos por satélite apontarem que o nível de água na Grande Barragem do Renascimento Etíope se encontra num máximo em quatro anos.

A Etiópia afirmou que este aumento se deve às fortes chuvas e no documento refere que se tornou “evidente nas últimas duas semanas da época chuvosa, que o primeiro ano de enchimento da barragem está concluído e que a barragem, ainda em construção, está a transbordar”.

O projeto, avaliado em mais de 4 mil milhões de dólares (mais de 3,5 mil milhões de euros), vai permitir à Etiópia gerar 6.000 megawatts de eletricidade e controlar o fluxo de água do Nilo Azul, um rio que conflui com Nilo Branco e com o rio Atbara e origina o rio Nilo.