Ana Catarina Mendes rejeitou esta manhã a ideia avançada, à agência Lusa, por um dos deputados do PS de que “mais de metade da bancada socialista” está contra o fim dos debates quinzenais com o primeiro-ministro. Segundo a líder parlamentar socialista, alguns deputados fizeram-lhe chegar essa posição, contra aquilo que havia sido aprovado em comissão, mas — escusando-se a dizer quantos serão —, Ana Catarina Mendes diz que “não foram muitos”.

As notícias das 11h

A deputada rejeita ainda que a proposta “retire escrutínio ou sequer democracia” já que, diz, o primeiro-ministro continuará a estar 10 vezes no parlamento ao longo da sessão legislativa, de 10 meses. “São 10 vezes, cinco a seis vezes aos debates mensais, duas vezes aos debates do Conselho Europeu, uma vez ao debate do Estado da Nação, uma vez ao debate do Orçamento do Estado. Dez são as vezes que o próprio primeiro-ministro estará a prestar contas no Parlamento”, frisou a líder parlamentar que esteve esta manhã no Observador, numa entrevista para o programa Sob Escuta que vai para o ar às 13 horas na Rádio Observador.

Considerando que os debates com o primeiro-ministro são “fundamentais” em democracia, Ana Catarina Mendes notou também que “o Governo não é só o primeiro-ministro”, mas sim “o primeiro-ministro e todos os ministros”. Questionada ainda sobre se a figura das interpelações ao Governo, que permitem ouvir os ministros, são insuficientes, a líder da bancada socialista diz que “o debate é mais consistente” e que seria “insuficiente” aumentar as grelhas das interpelações ao Governo.

PS dividido sobre fim dos debates quinzenais. Jorge Lacão diz que vai votar contra

Sobre a hipótese de haver muitos deputados da bancada socialista a votar contra o artigo que termina com os debates quinzenais com o primeiro-ministro, Ana Catarina Mendes disse não fazer “futurologia” e preferir aguardar pela reunião da bancada socialista, que reunirá ao final da manhã desta quinta-feira, notando no entanto que o assunto já foi debatido internamente, tendo sido “ouvidas e acolhidas sugestões de vários deputados”, reconhecendo ainda que “como sempre há vozes discordantes”.