Cinco mulheres consideradas “influencers” das redes sociais foram condenadas por um tribunal egípcio a dois anos de cadeia por violação da moral pública e dos valores familiares, avança o The Guardian e o Egypcian Streets. Haneen Hossam, Mowada al-Adham e três outras mulheres partilharam vídeos nas redes sociais e foram, por isso, também condenadas ao pagamento de uma multa de cerca de 16 mil euros. Todas elas podem recorrer da decisão.

Hossam, estudante no Cairo, foi detida a 21 de abril depois de ter publicado um vídeo de três minutos em que diz aos seus 1,3 milhões de seguidores que as mulheres podem ganharem dinheiro se trabalharem com ela. Já  Adham foi detida a 14 de maio, após publicar vários vídeos satíricos no TikTok e no Instagram onde reúne dois milhões de seguidores

O advogado que as representa, Ahmed Hamza al-Bahqiry , lembra que todos elas enfrentam processos autónomos, num pais muçulmano profundamente conservador.

Os processos por violação dos valores morais têm-se multiplicado à medida que as autoridades egípcias passaram a controlar cada vez mais as redes, a bloquear sites que considerem que possam por em causa a segurança nacional e a monitorizar todas as contas com mais de 5 mil seguidores. Desde abril já terão sido detidas dez mulheres por usarem a rede social TikTok

As outras três detenções foram as de Mohamed Abdel Hamid Zaki e Mohamed Alaa El-Din Moussa, estas acusadas de ajudar Hossam a divulgar o seu vídeo, e Ahmed Sameh Attia acusado de ter material informático ilegal.